Patah, o sindicalista patrão
Para a facilitação da reabertura do comércio em São Paulo no meio das ascendências dos gráficos de mortes e contaminação em São Paulo, Covas e os capitalistas contaram com Patah

Por: Redação do Diário Causa Operária

A reabertura das lojas de rua a partir de ontem, dia 10 de junho, de acordo com o plano de reabertura aprovado pela gestão tucana de Bruno Covas, respondendo as pressões do interesse capitalista, no momento em que a curva de contaminação ainda se encontra na ascendente, é a porta para um salto no número de contaminados e de mortos na capital paulista, epicentro das mortes no país.
Para esta retomada, Covas contou com o apoio de Ricardo Patah, sindicalista pelego de longa data, Patah é presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Os comerciários de São Paulo são uma das categorias mais exploradas do país, basta lembrar que há cerca de 20 anos foi instituído o fim do descanso semanal nos finais de semana(domingo), já com o apoio destes mesmos sindicalistas.
Agora os comerciários também serão colocados na linha de frente da infecção pelo coronavirus. O protocolo desta fase inicial, classificada como laranja, determina que as lojas de rua poderão funcionar por quatro horas, das 11h às 15h e com 20% da sua capacidade para receber os clientes. No entanto, quem vai fiscalizar?
Feliz com a medida tucana, Alfredo Cotait, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e com o apoio do seu amigo Ricardo Patah em colaborar com a esposição de milhares de comerciários ao Coronavirus, disse: “É melhor abrir assim do que não reabrir”,
Usando de muita demagogia, Ricardo Patah, , que conjuntamente assinou o acordo com a Prefeitura, diz que o sindicato está negociando com as empresas do varejo a possibilidade de testar os trabalhadores para identificar casos assintomáticos de covid-19. Se na saúde pública municipal, o prefeito demorou 90 dias para iniciar a testagem dos trabalhadores da saúde, imaginem a vontade dos capitalistas em pagar testes pera seus funcionários.
Outra pérola solta pelo sindicalista com a intenção de poupar esforços de seu chefe Bruno Covas foi a de que as mulheres que trabalham no comércio terão dificuldades, pois não terão creches nem escolas abertas para deixar os filhos. Com tal colocação Patah já vai antecipando em alguns dias a política de reabertura das creches e escolas, situação que ampliará o genocídio estabelecido no país, com crianças, funcionários e todas as comunidades escolares ainda mais expostas à contaminação.
No entanto, a ACSP, que já pressiona pela ampliação da abertura para 6 horas diárias, esclarece que o protocolo da Prefeitura “sugere” que as lojas testem os funcionários, mas não as obriga. Esse foi um dos pontos de impasse nas negociações entre Prefeitura e empresários do varejo, onde o que prevaleceu foi à vontade da Fecomércio/SP (Sindicato Patronal), que alegou que isso pressionaria custos, num momento de dificuldades enfrentadas pelo varejo. Pois por outro lado, os patrões não terão problemas e muito menos gastos com a morte de trabalhadores.
Em toda essa situação Ricardo Patah, sindicalista venal colocado a frente do sindicato dos trabalhadores no comércio, que já tem na sua conta a demissão de mais de 500 mil comerciários no período da pandemia, sem que nenhuma luta fosse adotada na defesa dos trabalhadores, agora terá também suas mãos sujas de sangue.
Esse é mais um fato claro, do porque a CUT deve romper com esses setores traidores da classe operária formado por sindicalistas patronais e chamar manifestações de toda classe trabalhadora, assim como também dos comerciários, contra a política de morte imposta pelos fascistas através da miséria e da doença, impulsionando a luta pela derrubada de Jair Bolsonaro.

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