De mansinho
É preciso denunciar que se trata de mais um grande ataque da reitoria bolsonarista aos estudantes, professores e trabalhadores.
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UFRGS sob nova direção de extrema-direita. | Foto: Reprodução.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul aos poucos já está se preparando para o retorno presencial das aulas. Em documento tornado público na última sexta (6), foram divulgadas as famosas ”diretrizes científicas” para o retorno das atividades presenciais, que irá expor milhares de pessoas ao contato físico quebrando as medidas de distanciamento social, necessárias para o momento de pandemia que o país e o mundo vivem, hoje com 163 mil mortes registradas no Brasil e quase 6 milhões de casos ao redor do planeta.

Documento tenta encobrir medida genocida

Vivendo a pós intervenção do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro (sem partido) com um reitor de extrema-direita, agora a universidade lançou um texto oficial elaborado por um tal de ”Comitê responsável pelo Plano de Contingenciamento frente ao risco de disseminação do novo coronavírus com base em recomendações científicas, determinações legais, orientações do Conselho de Saúde e Ambiente de Trabalho da UFRGS e nas informações fornecidas pelas pró-reitorias”.

Tal documento segundo a instituição é uma ”orientação aos servidores, profissionais terceirizados e alunos e prestadores de serviços sobre as atuais condições e configurações de trabalho e as medidas de proteção à saúde. Também contempla recomendações sobre o monitoramento diário das condições de saúde de todos aqueles que estiverem realizando atividades presenciais nos campi da UFRGS”. É preciso denunciar que se trata de mais um grande ataque da reitoria bolsonarista aos estudantes, professores e trabalhadores.

Como cobertura da medida genocida, é feita a tentativa de fazer demagogia apontando os métodos científicos e conselhos de saúde, etc, como diz: ”O material foi elaborado a partir das discussões do Comitê com base nas recomendações científicas referenciadas, nas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nas Normas Regulamentadoras (NR) da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nos decretos estadual e municipal em vigor, nas orientações do Conselho de Saúde e Ambiente de Trabalho (CONSSAT) da UFRGS, no Relatório GT – Modelo de retorno às atividades presenciais da UFRGS e nas informações fornecidas pelas pró-reitorias.”

A UFRGS pós-intervenção bolsonarista

A orientação vem da nova reitoria interventora de Carlos Bulhões, produto de um processo bizarro de eleições por lista tríplice, em que Bulhões foi o terceiro colocado na consulta interna realizada em julho, que teve como vencedor o antigo reitor direitista Rui Oppermann, em um processo extremamente antidemocrático, afinal de contas a chapa 3, efetivamente uma chapa de esquerda (uma esquerda-pequeno burguesa, pra ser mais claro) teve mais votos mas ”não levou” por causa da proporcionalidade e peso da votos entre estudantes, funcionários e professores.

Os ataques do interventor Bulhões mostram a importância e urgência do momento atual em que os estudantes, professores, pesquisadores, servidores públicos devem se mobilizar pela construção de um regime tripartite do governo das universidades, que os tire da posição de submissão à verdadeira ditadura imposta pela burocracia universitária atual.

Volta às aulas é amplamente repudiada pela população.

Não iremos entrar no mérito do que está ocorrendo neste semestre que nem pode ser chamado de aulas, pois como amplamente denunciado por este Diário, o ensino remoto, o EAD, ou qualquer nome que queira se dar, é uma verdadeira farsa. Entretanto, pesquisa recente realizadas demonstram que 72% da população acham que as aulas presenciais só devem voltar após a disponibilização da vacina de combate ao coronavírus. Em pesquisa realizada com mães de estudantes, o número de rejeição sobe para 86%.

O repúdio às atitudes dos governos golpistas de direita, como dos tucanos Eduardo Leite e Nelson Marchezan, dois nazistas inimigos do povo gaúcho que querem ver os professores, alunos e funcionários, bem como, seus familiares contaminados pelo Covid-19 é quase unânime.

É preciso impulsionar a luta e realizar uma greve nacional para impedir uma hecatombe da pandemia. Somente a mobilização da comunidade acadêmica e escolar pode colocar em xeque a política genocida dos golpistas de expôr milhões de pessoas ao contágio do vírus que já matou 1 milhão de pessoas no mundo inteiro.

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