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UFPE: professor olavista abandona governo Bolsonaro
Pinguim da Privataria
Pinguim da Privataria

Começa hoje o segundo semestre letivo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Milhares de alunos retornam às aulas, em um momento em que o movimento estudantil está sendo duramente atacado pela direita golpista. O dia de hoje também marca o retorno de um senhor para o cargo parasitário que ocupa na instituição: Rodrigo Jungmann, instituído como docente do Departamento de Filosofia da UFPE, deverá voltar à universidade.

Rodrigo, que é parente de Raul Jungmann – ex-ministro que se empenhou em abrir as portas do governo Temer para os militares -, ficou conhecido em toda a UFPE pela alcunha de “Pinguim da Privataria”. Seguidor do astrólogo Olavo de Carvalho, o Pinguim da Privataria defendeu o golpe de 2016, a prisão de Lula, a destruição dos direitos trabalhistas, a privatização das universidades, a criminalização do movimento estudantil e a candidatura do fascista Jair Bolsonaro à presidência da República.

Recentemente, o Pinguim da Privataria veio a público dizer que se arrependeu de ter apoiado Jair Bolsonaro. Segundo declarou à imprensa burguesa, Rodrigo Jungmann teria decidido romper com Bolsonaro após suas declarações sobre a morte de Fernando Santa Cruz.

O aparente rompimento do Pinguim da Privataria com o governo Bolsonaro é apenas uma tentativa do “professor” de Filosofia de não ser associado com o fracasso de um governo na corda bamba. Rodrigo Jungmann defende o mesmo que Jair Bolsonaro: a política dos patrões, a política de destruição do Brasil em favor do lucro dos bancos. Em nota escrita pelo próprio Pinguim da Privataria, ele deixa claro que continua aliado aos inimigos do progresso da humanidade:

Sou mais de direita do que jamais fui. Sou menos bolsonarista do que um dia julguei possível ser. Incidem em erro patente e grosseiro todos aqueles que confundem essas duas categorias. Melhor dito, não sou mais bolsonarista em absoluto e me arrependo de um dia ter feito campanha para esse senhor. Quero uma outra direita. Uma direita que pense. Minimamente, uma direita que pense antes de falar… Coisa impossível para o atual supremo mandatário.

É impossível ser contra a tortura, ser a favor da inteligência ou até mesmo ser contra o bolsonarismo e defender a direita ao mesmo tempo. Bolsonaro, afinal, não é um ser extraterrestre: é a criação da própria burguesia, que deu o golpe de 2016 e que impulsiona toda a agenda neoliberal que o Pinguim da Privataria defende.

Romper com Bolsonaro não coloca Rodrigo Jungmann do lado dos estudantes e da população em geral. O rompimento só faz com que se junte a tantos outros grupelhos da extrema-direita, como o MBL, que não querem ser pisoteados pela revolta popular que o governo Bolsonaro pode provocar. O Pinguim da Privataria não se tornou, portanto, um Pinguim “mais democrático”. No entanto, aos estudantes, professores, servidores e toda a comunidade acadêmica da UFPE, cabe avaliar se já não é hora de substituir seu apelido de Pinguim da Privataria para “Pinguim Arregão”.

É preciso impedir que farsantes como o Pinguim Arregão se aproximem da luta do estudantes e da esquerda de maneira geral. O momento exige que todos os explorados se unifiquem em torno de um movimento independente da burguesia, que tenha como fim derrubar o governo Bolsonaro, libertar o ex-presidente Lula e obrigar o regime político a convocar eleições gerais! Nenhuma conciliação com os golpistas! Enfrentar a extrema-direita nas ruas e nas universidades!