UFPE: Pinguim da Privataria diz que não é fascista, mas quer proibir que a esquerda denuncie o fascismo

Pinguim da Privataria

No ano passado, o astrólogo Olavo de Carvalho aconselhou seus discípulos a responder, se chamados de fascistas, que “fascista é a mãe”, entre outras expressões de maior baixeza. O suposto “professor” de Filosofia Rodrigo Jungmann, mais conhecido como Pinguim da Privataria e vinculado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é uma das muitas crias do “patriota” radicado nos Estados Unidos.

O Pinguim da Privataria atua diariamente com o objetivo de desmobilizar o movimento estudantil e as organizações populares por meio da força. Apesar de tudo, o Pinguim rejeita o adjetivo de fascista, que lhe é frequentemente atribuído. Queira o Pinguim ou não, sua prática é um esforço de caráter nitidamente fascista para impor o retrocesso aos explorados, e será o papel deste artigo expor isso.

O Pinguim da Privataria começou a se mostrar um fantoche do imperialismo em 2016, ao fazer a defesa do Estado de Israel. Um dos maiores exemplos da falta de escrúpulos do imperialismo, Israel foi criado com o objetivo de massacrar os palestinos e de controlar a revolta de árabes e turcos contra a interferência europeia e estadunidense na região.

Em 2017, o Pinguim da Privataria se envolveu em um acontecimento de grande repercussão – a batalha da UFPE. De maneira cretina, o Pinguim reservou um auditório da UFPE para exibir um filme de exaltação a Olavo de Carvalho – o guru da extrema-direita brasileira. Felizmente, os bandos fascistas convocados pelo Pinguim da Privataria foram expulsos pelos estudantes na marra.

Para que fique claro o porquê de os capangas contratados pelo Pinguim da Privataria serem caracterizados como bandos fascistas, faremos aqui uma breve explicação. No dia da batalha da UFPE, estudantes mobilizados pelo Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE estavam realizando uma atividade contra a ditadura militar, quando foram interrompidos por homens com a camisa do então pré-candidato Jair Bolsonaro. Exibindo armas brancas e fazendo ameaças, os convidados do Pinguim da Privataria tentaram impedir que o evento tivesse continuidade. Isto é, os brucutus tentaram desmobilizar uma atividade legítima do movimento estudantil por meio da força.

Poucos dias depois da batalha da UFPE, o Pinguim da Privataria ordenou que agentes do Grupo Tático Operacional (GTO) intimidassem os estudantes durante uma plenária do Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE. A desculpa dada foi a de que os estudantes não poderiam se reunir sem vigilância policial, pois isso representaria um risco à integridade física do Pinguim da Privataria e de seus seguidores.

Os exemplos supracitados são mais do que suficientes para demonstrar as semelhanças entre a prática do Pinguim da Privataria e o fascismo. No entanto, mesmo tendo evitado fazer eventos públicos, com medo de ser alvo de protesto dos estudantes, o Pinguim da Privataria continua firmemente atacando a esquerda por meio de seu perfil no Facebook.

Em um vídeo recente, o Pinguim da Privataria contestou o fato de que este diário, em matéria intitulada UFPE: conheça Rodrigo Jungmann, o Pinguim da Privataria, teria o vinculado a práticas fascistas. Contudo, em outro vídeo publicado em seu perfil no Facebook, o Pinguim da Privataria alegou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agiu corretamente ao impedir que grupos de esquerda denunciasse nas universidades o caráter fascista das investidas da direita contra os trabalhadores.

Se o Pinguim da Privataria é um grande democrata, um “filósofo” que rejeita o fascismo, por que tem tanto medo de que a esquerda denuncie o fascismo? Pior ainda: por que pede que a Polícia impeça, por meio da força, que os estudantes se mobilizem contra o fascismo?

Não importa se o Pinguim da Privataria se define como conservador, direitista, liberal, cristão ou seja lá o quê. O que importa, analisada a luta de classes, é que o suposto “professor” se orienta politicamente da seguinte maneira: contra o direito de organização, de manifestação ou de greve dos explorados, é necessário o combate da forma mais violenta possível. E é justamente por essa razão que o Pinguim da Privataria não pode descolar de sua asa a atribuição de fascista: seu único interesse é impedir a democracia operária.

Se o Pinguim da Privataria tiver espaço para isso, ele irá atacar todos os direitos essenciais para o desenvolvimento da luta dos estudantes e dos trabalhadores. Por isso, é preciso seguir os ensinamentos da batalha da UFPE: a extrema-direita não pode ser combatida com flores ou com livros, mas sim por meio da reação dos trabalhadores e estudantes organizados dispostos a derrotar seus algozes pelos meios que forem necessários.