Ucrânia: livres nas ruas, nazistas comemoram aniversário de líder fascista que colaborou com Hitler

5c2bd23afc7e93f42b8b4648

Da redação – Diversos grupos nazistas comemoraram ontem (01), livremente, nas ruas de Kiev, o aniversário de 110 do falecido líder fascista Stepan Bandera, chefe dos colaboracionistas dos invasores alemães durante a ocupação da Ucrânia pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Houve uma marcha com cerca de 2 mil participantes pelas ruas da capital ucraniana, organizada pelo Setor de Direita, Svoboda e grupos dos Corpos Nacionais, todas organizações e milícias abertamente fascistas. Além disso, compareceram também deputados do parlamento e de várias regiões do país, segundo a agência de notícias TASS.

A corja de manifestantes carregou tochas e bandeiras fascistas durante a marcha.

Tal manifestação escancara mais uma vez o caráter abertamente nazista dos movimentos de extrema-direita ucranianos, além do falso nacionalismo. Stepan Bandera foi um agente da Alemanha nazista na Ucrânia ocupada, um fantoche do imperialismo alemão, portanto não era nada nacionalista. Seus seguidores, obviamente, também nada têm de nacionalistas.

O golpe de 2014 promovido e financiado pelo imperialismo depôs um governo nacionalista fazendo uso da extrema-direita fascista. Em seu lugar, foi imposto um governo de extrema-direita neoliberal apoiado em grupos fascistas e que dá total liberdade para a ação de agrupamentos nazistas, enquanto proibiu diversas organizações de esquerda e reprime o movimento popular.

Os Corpos Nacionais, por exemplo, são integrados pelo Batalhão Azov, grupo paramilitar responsável por algumas das ações mais violentas contra a população ucraniana nesses últimos quatro anos, incluindo participação ativa na repressão e execução de militantes independentistas na região do Donbass.

A esquerda ucraniana deve se reorganizar, deixar de lado a política pequeno-burguesa de conciliação com a democracia burguesa e combater decididamente os nazistas em seu país, organizando o movimento operário e popular. Por sua vez, a esquerda internacional, incluindo a brasileira, deve olhar com atenção o que ocorre na Ucrânia para não deixar a semente do fascismo crescer, combater a extrema-direita desde já em ações concretas.