Leste Europeu
O avanço da OTAN sobre a fronteira da Ucrânia com a Rùssia, com monitoramento do espaço aéreo e construção de bases navais, representa uma ameaça para a defesa nacional dos russos
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A OTAN, apoiada pelo governo ucraniano, busca se expandir até as fronteiras russas | Foto: Reprodução
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A OTAN, apoiada pelo governo ucraniano, busca se expandir até as fronteiras russas | Foto: Reprodução

Na quarta-feira (10), o ministro da infraestrutura da Ucrânia, Vladislav Krikliy, afirmou que espera contar com o apoio da Organização Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para monitorar o espaço aéreo ao longo da fronteira com a Rússia.

Após o anúncio de que havia entrado em contato com generais da OTAN para oferecer o uso do espaço aéreo na Região de Informação de Voo de Simferopol, que cobre a Crimeia, Vladislav disse que “a Ucrânia segue o curso escolhido de integração nos sistemas euro-atlânticos de segurança coletiva. Uma das áreas importantes dessa integração é a participação da Ucrânia no programa OTAN de intercâmbio de dados sobre a situação aérea […]. É importante fortalecer o controle do tráfego aéreo civil e responder a situações de crise na região do mar Negro”.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmygal, expressou a intenção de construir, em conjunto com a aliança militar encabeçada pelos Estados Unidos, duas bases navais, uma no Mar Negro e outra no Mar de Azov.

O monitoramento do espaço aéreo na fronteira com a Rússia e a construção de bases navais fazem parte do esforço de aumentar a presença das tropas imperialistas na região vizinha da Rússia. O Reino Unido está contribuindo diretamente neste esforço, afirmou Shmygal.

Operadores de radares russos assinalam que houve cerca de dez voos diários perto das fronteiras de seu país no ano passado. As aeronaves eram de tipo militar, mas houve também aviões espiões. O governo russo denuncia as manobras militares dos Estados Unidos e da OTAN em áreas próximas de sua fronteira, consideradas como provocações.

O imperialismo busca avançar na política de cercamento militar da Rússia. Este último é visto como uma ameaça para os interesses imperialistas na Ásia, o que faz com que as tropas da OTAN se posicionem em áreas de fronteira. Em diversos episódios, os russos se chocaram com os Estados Unidos e a União Europeia, o que lhes rendeu a aplicação de sanções econômicas unilaterais.

O governo fascista ucraniano, originário de um golpe de Estado contra o ex-presidente Viktor Fedorovych Yanukovych  (aliado da Rússia), demonstra ser um capacho dos Estados Unidos e União Europeia. A Ucrânia é candidata a ingressar na OTAN. Os membros e aliados do bloco apoiam sua entrada.

O bloco político imperialista se opôs à anexação da Crimeia pela Rússia. Nos últimos anos, a política externa russa tem sido um contraponto à ação unilateral do imperialismo, que inclusive considera a Rússia como um dos principais inimigos na arena internacional. A posse de um moderno e poderoso arsenal nuclear faz do país um ator político de relevo geopolítico.

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