Para encobrir o roubo
Capitalistas posam de defensores dos negros para esconder a verdadeira pilhagem que praticam contra os trabalhadores
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Empresas escravocratas querem passar a imagem de defensoras dos negros | Foto: Reprodução

Diante das manifestações contra a violência policial contra a população pobre e negra, as quais perpassaram vários países, as empresas capitalistas buscam fazer demagogia com o povo na tentativa de esconder a sua real política de arrancar o coro dos trabalhadores.

Um exemplo deste fato é o caso da empresa Uber, responsável pelo aplicativo de transporte. Somente no Brasil, a empresa conta mais de 600 mil motoristas cadastrados. Nesta semana a direção da companhia anunciou que irá aumentar o número de negros nos cargos de chefia da empresa, atualmente 3% dos diretores da Uber são negros. Os donos anunciaram que pretendem dobrar este valor.

Trata-se, como já dissemos, de clara demagogia, tudo para disfarçar as extremamente precárias condições de trabalho, as quais os trabalhadores estão submetidos. Além de receberem uma verdadeira migalha da empresa por cada corrida, os motoristas são obrigados a trabalhar em vários turnos para conseguirem receber um valor minimamente razoável.

Isso sem falar que não há qualquer garantia de proteção para os trabalhadores, todos os problemas ficam a cargo do motorista, a empresa desse modo, maximiza completamente seus lucros. De acordo com os motoristas, a empresa chega a roubar cerca de 30% do valor ganho por cada corrida sem conceder nada em troca, um verdadeiro estelionato.

Para maquiar a superexploração, os capitalistas se utilizam de questões sociais, como, por exemplo, o racismo, para camuflar a rapinagem que praticam. É preciso não se confundir e denunciar essa política criminosa.

Tal como os entregadores de aplicativo, que são submetidos à máxima exploração, os motoristas de Uber e outras ferramentas online, também são sujeitos às condições degradantes de trabalho.

Estes exemplos demonstram o nível de exploração do trabalho na sociedade capitalista atual. Utilizando do discurso fajuto do “empreendedorismo”, os capitalistas, que nada produzem, não trabalham, submetem milhares de trabalhadores aos seus interesses financeiros. É um verdadeiro esquema criminoso praticado por estas empresas, as quais se aproveitam da crise econômica, do aumento no número de desempregados em todo o mundo, para lucrarem quantias bilionárias nas costas dos trabalhadores

Como demonstrou os entregadores, que realizaram combativas greves e manifestações nas últimas semanas, o caminho é a mobilização. Contra o estelionato e a escravidão imposta pelos capitalistas, é necessário se mobilizar em defesa da melhoria das condições de trabalho e exigir todos os direitos que foram roubados pelos patrões.

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