Ferramenta do imperialismo
Imperialismo utiliza ferramentas da internet como forma de censurar amplamente todos os seus inimigos
twitter
Devemos garantir uma imprensa totalmente independente do imperialismo. Foto: Eric Risberg/AP |

A propaganda imperialista utilizada de praxe há ao menos um século sempre foi de justificar todas as atrocidades por eles cometidas em nome da “defesa da liberdade”. Muito se viu com o passar do tempo que a defesa desta liberdade nada mais é que a defesa da liberdade de oprimir os povos, saqueando-os e garantindo a sustentação de um regime podre e decadente.

Com o desenvolvimento da imprensa, sobretudo com o surgimento da internet, muita das campanhas imperialistas foram aos poucos sendo colocadas em xeque pelo aparecimento em maior grau das chamadas “imprensas independentes”, responsáveis por defender em geral os interesses da população mais pobre, dos países oprimidos, contrapondo-se a imprensa imperialista e toda sua propaganda mentirosa e caluniadora. Sendo assim, como medida de contenção de noticias a censura foi adotada novamente como política primária na hora de lidar com todos os meios de comunicação.

Atualmente, vemos no caso das imprensas sírias, venezuelanas e iranianas por exemplo, um reflexo destes ataques. Nos últimos anos, jornais como a Hispan TV do Irã já foram censurados mais de 3 vezes em plataformas como o Youtube, esta pertencente ao Google, uma gigante monopolista do imperialismo que controla todas as informações. E agora, a mesma censura, que passou com força pelo Facebook e Youtube, chega em definitivo no Twitter, uma das maiores redes sociais responsáveis por rápida propagação de informações, onde contas governamentais da Venezuela, Síria e Irã foram banidas, assim como novamente a Hispan TV, em nome da defesa de “politicas legais da plataforma” que dizem presar em nome da defesa contra os chamados “discurso de ódio”.

A censura sempre vem em nome do “bem”, e o genocida imperialismo impede em escala global que seus inimigos, ou seja, os trabalhadores de todo mundo, tenha chance de se expressar. Esta campanha tem como base sobretudo a alteração de políticas norte-americanas em relação a internet, ocorrida em 2014, quando este meio de comunicação deixou de ser algo “gratuito e livre” para tornar-se passível de controle. Assim, empresas imperialistas como a Google, ferramentas responsáveis por controlar mais de 2/3 das informações que passam pela internet, tem o poder de boicotar todos os sites que não os agradarem politicamente, desde reduzindo seu alcance a até mesmo derruba-los.

Twitter, Youtube, Facebook, etc, são responsáveis por aglomerar a ampla maioria das informações divulgadas na internet, e seu controle monopolista imperialista é responsável por impedir que a internet, que supostamente daria voz a todos, cumpra seu papel social.

Isto demonstra o total entrave que os capitalistas geram no próprio desenvolvimento da tecnologia, com o controle de informações de maneira global. Como também, é uma forte demonstração da hipocrisia destes países, que falando em nome da liberdade derrubaram nos últimos anos uma série de canais no Youtube ligados a Coreia do Norte e as grandes imprensas russas, RT e Sputnik, das quais tiveram suas contas restringidas, assim como agora censuram a Venezuela e o Irã.

O imperialismo é o maior agente criminoso do mundo, seus ataques contra a liberdade de expressão e o massacre das populações pobres culminam no que hoje são as revoltas populares que tomam conta de todo o globo. A opressão escalada cada vez mais de nível, porém paralelamente a explosão social toma o mesmo rumo. Como garantia de que casos como a derrubada da internet na greve indiana, as censuras aos órgãos independentes, sejam superados, a esquerda precisa organizar-se em torno de uma forte imprensa popular, com jornais digitais mas também impressos, que possam combater a imprensa burguesa e tornarem-se independentes de suas plataformas.

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