“Pau que bate em Chico…”
A política de censura dos monopólios das redes sociais imperialistas tem se tornado uma verdadeira caça as bruxas. Ontem a extrema direita, amanhã a esquerda com muito mais força
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Censura imperialista tem como alvo principal a esquerda | Foto: Reprodução
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Censura imperialista tem como alvo principal a esquerda | Foto: Reprodução

A censura das grandes empresas de comunicação ligados diretamente ao imperialismo contra seus adversários políticos está a todo vapor. Nesta quarta-feira (20) a administração da rede social Twitter bloqueou a conta da nova composição da Assembleia Nacional da Venezuela (@LaNuevaAssemblea) por “não cumprir as normas” da organização. Alguns dias atrás, essa mesma plataforma, suspendeu várias contas venezuelanas ligadas ao governo de Nicolás Maduro, a desculpa é a mesma, os detalhes em relação a censura nunca são dados.

As suspensões atingiram perfis de ministérios, das Forças Armadas, como a do exército, da aeronáutica e da Guarda Nacional, e do Ministério do Petróleo. Os perfis do Banco Central e do Ministério da Economia e Finanças ficaram foram do ar por algumas horas. Devemos lembrar que o que a nova assembleia nacional foi eleita pela população e que é de maioria chavista e tomou posse no dia 6 de janeiro. Engraçado é que a antiga conta da Assembleia Nacional, formada por opositores de Maduro continua funcionando e com símbolo de verificação. O que esta querendo o Twitter? eleger no lugar do povo? é um absurdo.

Em 20 de agosto do ano passado, foi a vez do You Tube, que bloqueou a conta da TV estatal venezuelana VTV que reproduzia o sinal de televisão ao vivo. A mensagem que aparece quando acessar o canal da Velezolana de Televisión (VTV) é a seguinte: “Esta conta foi cancelada por violar os termos de serviço”. O presidente Nicolás Maduro repudiou o ato de censura e afirmou, “Infelizmente temos sido vítimas da censura da plataforma do YouTube (…). É uma política de silenciamento que o autoproclamado mundo livre faz contra os países que os incomodam”.

Um dia depois (21 de agosto) a mesma plataforma de vídeo e a Google, suspenderam as contas do canal de televisão estatal cubano Cubavisión Internacional e do programa de televisão Mesa Redonda, criado por Fidel Castro, desde 2009 no You Tube, tinha mais de 19.000 assinantes. A televisão cubana, com transmissões internacionais por satélite e ‘streaming’, tinha cerca de 8.000 seguidores. A TV iraniana HispanTV, também teve sua conta bloqueada na mesma época pelo Twitter. No dia 12 de janeiro, a Press TV, televisão estatal iraniana, teve sua conta removida pelo Facebook, isso sem qualquer explicação ou aviso.

No dia 9 de janeiro de 2021, o líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, criticou no Twitter as vacinas dos EUA e do Reino Unido e teve seus posts censurados pela plataforma. Bloquear mensagens, de lideranças da Coreia do Norte, Rússia, China, Síria, Irã, Bielorrússia nas redes sociais é uma ação corriqueira do imperialismo contra seus inimigos políticos e tende a crescer sistematicamente. As alegações usadas pelas gigantes da comunicação para excluir comentários que desagradam seus interesses geoeconômico e políticos e de seus donos capitalistas, são sempre os mesmos, de que estão combatendo “fake news”, discurso de ódio, “ditaduras”, terrorismo e etc.

No entanto é preciso deixar claro que quem decide, o que é noticia falsa, discurso de ódio, quem são os ditadores e os terroristas, é o próprio imperialismo, principalmente o norte americano, que na verdade são os maiores propagadores de informações manipuladas e inverídicas. São os mesmos que decidem de forma ditatorial o que deve ou não ser escrito e divulgado na internet. Em relação ao terrorismo, vejam bem quem são aqueles que dão golpes em governos de países atrasados, que atacam a população e as riquezas dos países golpeados, é o imperialismo.

A direita com o objetivo óbvio de manipular a informação e levando a reboque a esquerda pequeno burguesa aplaudem a censura das redes sociais. A propaganda é feita como se os bloqueio fossem benéficos para a democracia por atacar os discursos de ódio, e saem em defesa das empresas como Twitter por serem privadas. No entanto, os grandes monopólios, no imperialismo, são eles que ditam as regras. Os gigantes como Facebook, Twitter, Instagram, entre outros, tem suas politicas de privacidade e a decisão do que pode ou não ser dito dentro de suas plataformas organizado e descrito pelos próprios capitalistas. Sendo assim fica claro a quem eles desejam censurar e quem eles devem perseguir politicamente, ou seja somente aqueles que estão alinhados a sua politica imperialista podem se expressar e se utilizar das plataformas digitais.

Como este Diário vem denunciando, a campanha desferida pela imprensa imperialista junto aos gigantes conglomerados das redes sociais na internet, de boicotar e punir aqueles que atentam contra a “democracia” tem alvo certo. Visto o caso de Donald Trump, que por não fazer parte desse núcleo central do imperialismo, teve suas contas no Twitter bloqueadas, acusado de “incitar o ódio”, mesmo ainda sendo oficialmente presidente dos Estados Unidos. Nicolás Maduro, criticou a suspensão das contas de Trump, por uma suposta tentativa de golpe de Estado, comparando Trump a Juan Guaidó, este que realmente tentou por duas vezes dar golpe de Estado na Venezuela e suas contas continuam ativas.

Essa censura a Trump mostra que imperialismo, tende suprimir ainda mais daqui em diante a liberdade de expressão e os direitos democráticos, daqueles que atentem contra seus interesses políticos e econômicos. É fato que a burguesia se utilizou da invasão do Capitólio para calar o representante da extrema direita nos EUA, porém os próximos a serem calados com muito mais força será a esquerda, está aí o caso do Parlamento Venezuelano neste momento e muitos outros que ainda virão.

Todos esses ataques, devem ser amplamente denunciados e dado nome do que eles realmente são, ataques fascistas e ditatoriais. Com o capitalismo em crise, esses monopólios imperialistas assumem a dianteira em relação a comunicação e a informação, cassando os direitos democráticos a liberdade de expressão e até mesmo os direitos individuais, e tem se tornado um verdadeiro pretexto para perseguição e repressão da classe oprimida. Esse bloqueios nas redes sociais tem se tornado verdadeiro um crime, e sem sombra de duvida os mais afetados serão a esquerda e os trabalhadores.

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