Tudo de ilegal que a Lava Jato fez foi ensinado pelos EUA

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O Diário da Causa Operária resgatou ontem (2) um documento antigo que vazou na WikiLeaks datado de 30 de outubro de 2009, o documento é um relato de uma conferência entre representantes norte-americanos e agentes da Polícia Federal, promotores e juízes, onde o “Mussolini de Maringá” (Sérgio Moro) foi um dos participantes mais ativos. Nesse documento fica explícito que a Força Tarefa Lava Jato é uma encomenda do imperialismo norte-americano, que a amestrou e ensinou passo a passo como proceder na perseguição política da esquerda brasileira. Todos os métodos estranhados pela esquerda pequeno-burguesa, que como sempre estão completamente desnorteados politicamente, constam no documento como procedimentos a serem seguidos para o sucesso das operações. Os norte-americanos usaram o termo “terrorista” o tempo todo, mas estão claramente se referindo aos adversários políticos aqui no Brasil.

O nome do projeto é “Projeto Ponte: criando pontes para as Forças de Repressão do Brasil”, nome altamente explanatório das intenções de perseguição política. Esse projeto articulou treinamentos “de Forças Tarefa Ilícitas, que podem ser a melhor forma de combater o terrorismo no Brasil”. Esses treinamentos foram reivindicados pelos participantes que queriam métodos de como examinar testemunhas e prepara-las para o testemunho.

O foco de Moro foi a lavagem de dinheiro que tem sido o ator principal da novela da Globo, a famosa corrupção, essa palavra forte que eles apresentam como sendo o único do problema do Brasil e, de maneira confusa e turva acusam todos os inimigos de serem arautos da corrupção sem ter que apresentar provas. A orientação dos EUA para tratar as “investigações” desse tema foi de usar cooperações formais e informais internacionais (ou seja, pedir apoio sempre que possível aos americanos), confiscar os bens dos investigados e usar delações premiadas e entrevistas, que segundo o documento, devem ser priorizadas ao invés de declarações escritas, também há uma ressalva sobre a maneira de tratar com ONG’s (lê-se aqui ONG’s como o instituto Lula e partidos políticos).

Os exemplos práticos foram muito requisitados pelos brasileiros, e na época foram previstos para acontecer em Campo Grande, São Paulo ou Curitiba, esse ultimo pelo visto foi encarado como melhor local para ser o centro de comando americano no Brasil, visto que se tornou o âmago da Lava-Jato. Esses exemplos seriam focados em métodos de interrogação, entrevista, coletas de evidências, e cooperações concretas entre policiais e promotores.

Fica mais fácil entender as práticas adotadas pela Lava-Jato: condução coercitiva quando não há necessidade, onde a PF aparece cedo de manhã sem aviso prévio na casa do cidadão para leva-lo para depor como houve no caso de Lula; mantimento em regime fechado do investigado sem contato com o exterior até eles depor, ou seja, até ele depor o que os policiais querem ouvir; delações premiadas que mudam completamente as declarações feitas pelo investigado semanas ou meses antes. Foram essas as formas de tortura psicológica usadas para obter as declarações que precisavam para justificar as condenações.

Para o imperialismo norte-americano não importa se a Constituição brasileira foi triturada sem dó durante o processo, se os direitos individuais do cidadão brasileiro eram ou não respeitados, os métodos podem ser a calúnia, difamação sem fundamento, ou o que for, vale tudo para prender os adversários do imperialismo no Brasil, Inclusive o documento diz que “Atualmente, a maneira mais eficaz de encarcerar um terrorista (leia-se políticos) é presumir que já houve um crime como tráfico de drogas ou lavagem de dinheiro. Isso se torna bem significativo para os casos envolvendo corrupção e indivíduos muito conhecidos”. Depois de tal declaração fica claro tudo que aconteceu e está acontecendo no nosso país, não importe se houve ou não crime, o que importa é a presunção de culpa, ou como bem disse Dallagnol, a convicção.