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Doria, Huck e Lemann: os melhores amigos do PCdoB

Servos da burguesia

TucanUMES, a corrente do PCdoB que defendeu o PSDB no ato

Juventude do PPL usou perfis tucanos nas redes sociais para pedir a frente ampla nas manifestações

JPL e o verde amarelo – Foto: Reprodução/Twitter

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O principal acontecimento do terceiro dia nacional de mobilização pelo Fora Bolsonaro, ocorrido no dia de julho, foi o enfrentamento entre a esquerda e os bate-paus contratados pelo PSDB. Odiados pelo povo, os funcionários tucanos foram colocados para correr por militantes do PCO e por outros manifestantes que lá estavam. E o motivo era óbvio: o PSDB governa São Paulo por duas décadas, é o principal responsável por todas atrocidades contra o povo durante esse período.

A expulsão do PSDB se deu sob aplausos da esmagadora maioria dos manifestantes. Nas redes sociais, o povo agradeceu e elogiou aos montes. Conforme disse Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, a expulsão foi “um aperitivo” diante de todos os crimes do PSDB.

Mas não foi só elogios, obviamente. Para a imprensa golpista, a ação foi classificada como bárbara e selvagem — embora nunca tivesse classificado como bárbaro ou selvagem as privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso, o massacre de Paraisópolis, as dezenas de milhares de mortos durante a pandemia pelas mãos de João Doria e Bruno Covas etc. E, seguindo o caminho apontado pelos canalhas da imprensa, os setores minoritários da esquerda que defendem a “frente ampla” com a burguesia aproveitou também a oportunidade para tirar a roupa e mostrar, mais uma vez, que está disposto a qualquer acordo para se manter como um capacho dos golpistas.

O jornal Hora do Povo, editado pelo extinto Partido Pátria Livre — hoje fundido com o PCdoB por causa da clausura de barreira — não surpreendeu ninguém ao se colocar ao lado do PSDB. Antigo MR-8, o PPL é conhecido justamente por ser a ala mais pelega do movimento, desde a época em que esteve no MDB. Entre tantas outras loucuras, a juventude do PPL atuou como a juventude organizada da campanha e do governo do direitista Orestes Quércia (MDB).

O título da matéria em si já é bizarro e mostra o completo apoio ao PSDB: “Sectários do PCO são rechaçados ao tentar expulsar PSDB do ato contra Bolsonaro”. Ora, mas ninguém, nem mesmo a imprensa golpista, nem mesmo o PSDB chegou ao cúmulo de mentir dizendo que o PCO foi expulso do ato. Foi exatamente o contrário: foi o PSDB que foi rechaçado e expulso do ato. E não só pelo PCO, por praticamente todo mundo que passasse. Afinal, o PSDB foi o partido que bateu nos professores em inúmeras vezes, e o ato estava repleto de professores.

A canalhice do PPL não é à toa. Nem mesmo poderia alegar ignorância, pois ele estava lá no ato. Na verdade, o motivo pelo qual resolveu escrever essa matéria pode ser comprovado no próprio ato: o PPL, por meio de sua “juventude”, estava no ato Fora Bolsonaro no mesmíssimo bloco em que estava o PSDB! Para quem ainda não conhece essa espécie exótica, ela responde pelo nome de JPL — Juventude Pátria Livre — ou ainda, no caso de São Paulo, por UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas).

A matéria da Hora do Povo, neste sentido, é uma falsificação grotesca que atende a interesses muito claros: a de, no conflito entre o PCO e o PSDB, tomar partido em defesa dos tucanos. Ou, podemos dizer, tomar partido pela frente ampla contra o bloco vermelho na manifestação pelo Fora Bolsonaro. Ou ainda, tomar partido pelo regime golpista, que derrubou o governo petista, que colocou Lula na cadeia e que é pai e cúmplice de Bolsonaro contra a vontade das massas de pôr abaixo o governo.

A vontade é tanta de defender os tucanos que o PPL chega ao cúmulo de distorcer até a razão pela qual os atos foram convocados:

“Um bando de provocadores vestidos com a camisa do PCO foi rechaçado na manifestação realizada hoje (3) na Avenida Paulista, em São Paulo, quando tentaram, sem sucesso, expulsar militantes do PSDB que participavam do ato contra Bolsonaro e em favor das vacinas“.

Contra Bolsonaro e a favor da vacina pode ser absolutamente qualquer coisa. Até o filho de Bolsonaro é capaz de fazer um protesto “contra Bolsonaro” se ele não lhe pagar a sua mesada. O que se tem aqui, claramente, é a tentativa de despolitizar um ato que tem um programa muito bem definido: a derrubada do governo Bolsonaro (o Fora Bolsonaro), a vacinação imediata para todos, auxílio emergencial e emprego. Colocar de maneira tão aberta o programa serve justamente para que o PPL possa apontar qualquer delinquente político como um “antibolsonarista” e, assim, marchar lado a lado com ele.

Foi com base nessa conversa mole que o PPL, inclusive, chamou voto em Bruno Covas, que seria contra o “negacionismo”. Isto é, contra Bolsonaro, mesmo agindo com mais truculência que Bolsonaro enquanto foi prefeito.

A acusação de que quem expulsou o PSDB do ato teriam sido “provocadores” é mais uma acusação policialesca, típica da extrema-direita que chama a todos de bandidos, que foi desmentida pelo próprio PCO. Não, não foram provocadores, mas sim militantes. E se o PPL considera que os militantes do PCO são provocadores, então deveriam parar para pensar um pouco… Quem, afinal é provocador: o Partido que sempre esteve nas ruas lutando pelo Fora Bolsonaro, mesmo durante o período em que a totalidade da esquerda estava em casa, ou os palhaços do PSDB que aprontaram com o povo há décadas, assassinaram os pais, mães e filhos de vários manifestantes ali presentes e que são um dos mais fiéis partidos de Bolsonaro no Congresso? A presença do PSDB não é só uma provocação, é um deboche contra o povo.

O PPL comprova seu crime a partir dos próprios álibis que chama em sua defesa. Segundo a matéria da Hora do Povo, “O fato ocorreu nas proximidades do Conjunto Nacional (Av. Paulista), onde os representantes do PSDB que se encontravam na manifestação compartilhavam um carro de som com a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) e militantes dos partidos Cidadania e PSB, entre outras entidades”, Em outras palavras, o fato aconteceu no bloco de cavalos de Troia da burguesia para os atos. Cidadania e PSB, bem como o PSDB, são partidos da direita golpista, que só apareceram nas ruas agora, justamente para tentar controlar o movimento. Se o TucanUMES fez questão de estar presente no bloco, está apenas se colocando como o responsável por contrabandear os cavalos de Troia para dentro das muralhas da esquerda.

Mas a sequência de álibis criminosos não para por aí: “Participaram do mesmo ato, além do PSDB, Cidadania e PSB, representantes do Partido Verde (PV), e os deputados federais Orlando Silva (PCdo-SP) e Tabata Amaral (PDT-SP)”. Mias golpistas no cardápio: o PV também apoiou o golpe e sua principal figura, Fernando Gabeira, é um homem da Rede Globo. Tabata Amaral, por sua vez, foi paparicada pela imprensa capitalista para ser apresentada como a “nova esquerda”. Naufragou, no entanto, na sua primeira tentativa, quando votou a favor do roubo da aposentadoria dos trabalhadores.

Como se não desse para piorar, o TucanUMES ainda cita Roberto Freire, cacique-mor do Cidadania e ex-ministro do governo Temer, e (pasmem) um perfil de rede social chamado Neoliberal Tucano. Daí, conclui-se porque o PPL chama o PCO de sectário: sectarismo é defender o governo Dilma Rousseff do golpe, é lutar contra a prisão de Lula, é organizar o povo para a luta durante a pandemia, mas não arriar as calças para os maiores picaretas do País.

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