O temor da mobilização
Burguesia defende lava jato por desespero com possibilidade de Lula participar ativamente da política em meio a um senário de convulsão social com seu grande poder de mobilizar
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Povo se mobilizou para não deixar Lula ser preso | Foto: Francisco Proner

Em meio a iminente derrocada da Lava Jato, operação controlada pelo imperialismo para mover os acontecimentos políticos do Brasil de acordo com os interesses dos capitalistas, a burguesia tenta grotescamente defender a manutenção da operação e do golpe. É o que fica evidenciado na não menos grotesca coluna de Eliane Cantanhêde, para o direitista Estadão no último sábado (5).

Para a sua defesa da falida Lava Jato, a direita simula até se preocupar com as dezenas de milhares de mortes por coronavírus, a alta dos preços dos alimentos e o desemprego, problemas estes que ela própria  ajudou a concretizar,  pelo que esta preocupação não passa de cinismo para tentar relacionar os problemas da burguesia com os dos trabalhadores.

Com isto o intuito na verdade é empurrar uma política de salvação para os capitalistas enquanto se promove o esmagamento da classe trabalhadora e que por mais que a colunista do Estadão tente, não consegue esconder quando esbraveja toda sua indignação com as metas não cumpridas pelo governo Bolsonaro.

No melhor estilo tucano, a coluna afirma: “Ex-Posto Ipiranga e ex-superministro, Guedes promete muito, entrega pouco, perdeu as graças do presidente, rompeu com a ala forte do governo e agora se mete numa briga juvenil com o homem-chave das reformas e do seu futuro no governo. E de um jeito ridículo.”. O que se passa por um ataque ao ministro do governo Bolsonaro na verdade revela a insatisfação da burguesia com o fato de a extrema-direita no poder não estar atendendo às suas expectativas.

Para o Estadão acabar com a Lava Jato seria um retrocesso assim como não haver reforma administrativa e tantas outras reformas que a burguesia tenta realizar em benefício próprio, pelo que desesperadamente tenta relacionar todo o desastre com a ameaça do fim da operação.

A burguesia, embora tente por vezes se mostrar isenta ou contrária à política levada por Bolsonaro como na coluna de Eliane Cantanhêde ao por exemplo chamar Guedes de ridículo, o faz não porque Guedes é inimigo dos trabalhadores mas porque o suposto rompimento de Guedes com Maia inviabilizaria a impopular reforma administrativa tão desejada pela burguesia. Ou seja, a burguesia não só não quer o Fora Bolsonaro, como têm no fim das contas os mesmos interesses do governo Bolsonaro principalmente quanto à economia

Na tentativa de demostrar uma certa isenção no debate afirma que “O cerco à Lava Jato une a esquerda de Lula à direita de Bolsonaro”, o que tem o efeito inverso ao deixar escancarado o motivo de tanto alarde da burguesia golpista pela manutenção da fraudulenta Lava Jato: o temor de que Lula, como maior líder popular do país, volte à disputa, o que seria um dos piores senários para concretizar os planos da burguesia, que mesmo em um governo de extrema-direita já tem encontrado tantos entraves causados pela pressão popular.

Se restou alguma duvida quanto a isto ela é prontamente sanada pela redatora: “com tudo caminhando para um gran finale de efeitos explosivos: o julgamento sobre a suspeição do ex-ministro Sérgio Moro nas condenações do ex-presidente Lula, que passaria de réu a vítima e de preso a candidato.”

É importante notar que o temor  em relação a Lula é o mesmo que a direita e a burguesia têm em relação ao povo, como também aparece na coluna do Estadão: “Milhões de pessoas sem emprego, com alta de preços de arroz, feijão e óleo… Boa coisa isso não dá.” De fato, para a burguesia Lula participando livre e ativamente da política em meio a um cenário de convulsão social onde tem o poder de mobilizar as massas contra os inimigos do povo, certamente não é nada bom.

Isto serve ainda para reforçar o caráter golpista da Lava Jato, do qual não podemos ter qualquer dúvida: é uma operação que não trouxe nenhum benefício para o povo e foi montada pelo imperialismo com o intuito de promover o golpe de estado no Brasil, não só retirando o PT do poder com o impeachment, como impedindo que Lula participasse das eleições de 2018 e levando a extrema-direita ao poder com Bolsonaro.

O fim da Lava Jato por meio da exposição da sua fraude pode significar dentre outras coisas a anulação dos seus feitos, como a prisão e cassação dos direitos políticos de Lula, o colocando concretamente no centro da disputa política do país como uma ameaça real aos interesses da burguesia.

É preciso portanto exigir o fim da operação Lava Jato, com a extinção de todos os seus efeitos, com a restituição de todos os direitos políticos retirados do ex-presidente Lula através desta fraude, pela a sua participação plena nas eleições para fazer valer a vontade do povo que quer Lula presidente.

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