Perseguição política
A Globo, através do seu portal G1, faz levantamento para mostrar o PCO como o partido mais “criminoso” do regime político; os números mostram o PT com maior de proscrições
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Com esse número recorde, o regime político se mostra uma ditadura | Foto: Arquivo/DCO

Nessa semana, o jornal apêndice da golpista Rede Globo, o G1, publicou um levantamento sobre o número de indeferimentos de candidaturas por partido, baseado em números públicos do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE). Os números estão apresentados de forma proporcional, misturando uma proporcionalidade regressiva e progressiva, apresentando claramente uma manipulação, que trataremos mais adiante neste artigo. Segundo o G1, o Partido da Causa Operária é o primeiro lugar, disparado, em números de candidaturas indeferidas. Segundo esse “cálculo”, muito estranho para a matemática, o PCO é proporcionalmente o partido com maior número de indefinições, com ¼ das suas candidaturas indeferidas. Nas capitais, 6 dos 11 indeferidos de todos os partidos, são do PCO. No total, 24,5% do partido foi cassado pela justiça golpista. 

Um dado importante do gráfico visto acima é a manipulação do G1 (Globo), que faz questão de colocar o PCO em primeiro lugar no gráfico com o pretexto da proporcionalidade. É evidente a campanha para mostrar o PCO como o partido mais “criminoso” de todos do raking apresentado. É a versão em gráfico da campanha massiva da imprensa burguesa da tese do indeferimento, do “não há campanha do PCO” e, principalmente, do “não vote no PCO” porque, segundo consta as linhas das páginas e sites da imprensa burguesa, indeferido não significa uma cassação de um direito político do partido lançar candidatos, mas que o partido “não tem candidatos”. Segundo o gráfico, como se vê, os partidos mais “criminosos” seriam PCO, PSTU e PCB. Uma fórmula “mágica” de apresentar a esquerda mais dita revolucionária como a mais ilegal do regime político. O mais natural seria apresentar os números absolutos em primeiro lugar. 

Os dados mostram, tirando toda manipulação do G1 na escolha de como demonstrar esses indeferimentos, que é o Partido dos Trabalhadores com a maior quantidade de candidatos indeferidos, considerados “inaptos” aos olhos do TSE, a corte suprema que é uma máquina de moer candidaturas. Os candidatos do PT que estão sendo triturados pela máquina burocrática do Estado se somam em 760 candidatos às prefeituras e câmaras de vereadores em todo País. É uma clara perseguição política ao PT, que se intensifica na medida em que o golpe de Estado de 2016 se aprofunda, tendo agora a feição do governo Bolsonaro. Os planos dos golpistas continuam o mesmo: jogar para fora o PT do regime político e, assim, varrer toda esquerda para ilegalidade. Esse número gigantesco é já, por si só, uma virtual ilegalidade; realizada de forma mais evasiva. Muito à frente do segundo colocado, na questão quantitativa, é o próprio MDB, com 636 candidatos indeferidos em todo território nacional. 

Vale um parêntese no caso do MDB, que é pouco comentado na esquerda. É claramente uma luta política que se apresenta de maneira muito distorcida nas eleições municipais, já que elas se mostram extremamente despolitizadas, desgarradas do cenário político nacional; já que a imprensa burguesa dita o que vai ser ou não poderá ser dito nas eleições, e o asfaltamento de alamedas aparece na boca dos jornalistas de jornais burgueses como o “central” dos problemas nacionais. Um dos objetivos do golpe de Estado era varrer uma parte da direita do regime político que se encontrava em um anacronismo em relação ao novo regime golpista que se encontrava em fase embrionária. O caso das diversas tentativas de derrubada de Michel Temer (MDB) e dos ataques da Lava Jato, operação orquestrada pelo imperialismo norte-americano para impor os interesses deles ao País, em figuras como Gilmar Mendes, ministro do STF que é um porta-voz de oligarquias locais, mostravam o conflito. A “medalha de prata” ao MDB em número de candidatos cassados e proscritos mostra, inclusive, que a operação golpista continua, dessa vez ainda mais lacaia do imperialismo sobre a feição de Jair Bolsonaro e do bolsonarismo fascista.  É uma mostra da crise dentro do bloco golpista. 

No caso do PT a perseguição é fruto do seu tamanho em relação a todos os partidos de esquerda, resultado da liderança de Lula em aglutinar as forças a esquerda do regime político e na sua popularidade, resultando em um massivo eleitorado. No caso do PCO, a perseguição vem sendo resposta a sua política. Os indeferimentos, juntamente com toda campanha da imprensa burguesa, mostram um vale-tudo em resposta a uma política revolucionária. É uma mostra clara que o PCO com sua política revolucionária é um fator importante de desestabilização do regime político golpista. A burguesia está reconhecendo o PCO como seu inimigo político. 

Por isso, o PCO está intensificado sua campanha eleitoral, passando longe de capitular e reconhecer a decisão ditatorial dos tribunais. É necessário, diante do ataque, contra-atacar com uma campanha de rua. Ir aos locais de trabalho e moradia, portas de fábrica e porta em porta dos bairros pobres e operários. Ir até os trabalhadores em seus terminais de ônibus e metrôs, agitar pelo fora Bolsonaro e por Lula candidato. Fazer a campanha e falar do que importa para os trabalhadores: trabalho, salário e terra. É imprescindível realizar uma campanha combativa e efetiva, defender junto aos trabalhadores um governo das massas operárias, contra a burguesia e seus fantoches, tendo em mãos as reinvindicações históricas do movimento operário e chamando os trabalhadores a se organizarem em torno de interesses comuns. É preciso munir os trabalhadores contra a demagogia da direita e dos golpistas, ir às ruas por fora Bolsonaro, Lula presidente! Denunciar energicamente as arbitrariedades do regime contra o PCO, a esquerda e os trabalhadores! 

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