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Após 14 anos, finalmente vamos ter uma disputa eleitoral para a direção do Andes, durante esse período predominou a ditadura burocrática da esquerda pequeno burguesa, um arranjo entre PSTU,PSOL e PCB, que controlam o sindicato nacional usando toda sorte de expedientes antidemocráticos para impedir que a oposição pudesse concorrer.

A estrutura de encarceramento das decisões do sindicato por uma direção supostamente “revolucionária” levou o sindicato a total afastamento das bases da categoria, a divisão sindical do Andes e ao isolamento político diante da classe trabalhadora. Há mais de uma década predominou o sectarismo, a auto-proclamação e ultimatismo como moeda corrente no Andes.

A política divisionista do PSTU levou ao rompimento, ou melhor no abandono sem luta do Andes  da CUT, o que efetivamente somente beneficiou no interior da central do setor reformista majoritário da CUT. A saída da CUT em nome que era possível criar instantaneamente por fora da classe trabalhadora “ uma nova central”, de que a “ ferramenta estava gasta” , entre outras perolas levou o Andes para um ultraesquerdismo sindical, aderindo aos delírios pueris do PSTU.

O equívoco dessa posição aventureira transformou o Andes em mero apêndice da CSP Conlutas, um ajuntamento criado pelo PSTU de sindicatos pelegos esquerdistas com discursos “ antigovernistas” que de maneira completamente fantasiosa era apresentada como uma “ central sindical e popular”.  O apelo histérico e estéril de rompimento com a CUT, levou a formação  de uma fraude grotesca, a CSP, que de qualquer forma, capturava o fértil imaginário da esquerda pequeno burguesa que se auto proclamava “ os únicos combativos”  diante do governo de conciliação de classes.  Na verdade, o que foi sendo demostrado de maneira cabal com o desenrolar dos acontecimentos era a completa falta de enraizamento da CSP ( tema constante nos “ balanços” sobre a “ central”) e profundo oportunismo do empreendimento sectário do PSTU e seus parceiros da esquerda pequeno burguesa.

Após mais de 10 anos, a CSP não se constitui minimamente como uma central sindical, não tendo representatividade política sindical nem popular.  Esse fato, serve para evidenciar concretamente que o prognóstico da falência da CUT era no mínimo irrealista, como denunciei publicamente nas instâncias do Andes e no artigo A política sectária e capituladora do PSTU de abandono da CUT, não existia tendência alguma para “rupturas” com a CUT, tudo não passa de uma construção retórica ultraesquerdista para justificar o abandono da CUT, para concretamente favorecer o próprio PSTU e as burocracias sindicais associadas ao morenismo( direção do Andes) para ter a sua  própria “ central” ou melhor seu aparelho sindical para controlar recursos financeiros e bases sindicais.

Peço licença ao leitor para reproduzir um trecho do artigo A política sectária e capituladora do PSTU de abandono da CUT, o texto completo está disponível na Revista Textos no site https://www.causaoperaria.org.br/textos.

“A política de abandono de uma organização sindical de massas como a CUT e de construção de um pequeno nicho sindical é uma típica política sectária. O sectarismo do PSTU se expressa na política ultimatista de propor “rupturas” com as organizações de massas devido ao fato de que não concordam com a política da sua direção. Ou seja, o PSTU quer substituir o movimento operário real com as suas contradições, com as características próprias da sua evolução, por um movimento operário “novinho em folha” e sem “defeitos”. Essa política estéril, que é tomada indevidamente como revolucionária, uma vez que é apresentada por um palavreado de esquerda (de aparência combativa, de oposição, de esquerda, etc.) baseada em expressões de indignação puramente morais (“eles nos traíram”) não é ditada por considerações em relação à evolução da classe operária, mas pelas necessidades subjetivas do próprio PSTU, método que é a base de todo sectarismo. Neste sentido, os marxistas sempre condenaram como criminosa a política ultraesquerdista de romper as organizações de massas para formar pequenos compartimentos para consumo próprio, a substituir o movimento vivo, imperfeito e contraditória das massas tais como são, por outros pretensamente puros, concebidos de acordo com uma norma puramente idealista.”

Além disso, é importante ressaltar que a captura do Andes pelo PSTU (com a colaboração dos parceiros da esquerda pequeno burguesa que hoje excluíram o PSTU da chapa 1) representou algo extremamente negativo, na medida que estimulou o divisionismo e o enfraquecimento do Andes.

O resultado da participação do Andes na política sectária e aventureira do PSTU de abandono da maior central sindical da América Latina foi sentido na quebra da unidade no interior do movimento docente, resultando em rupturas na própria base do Andes (criação do Proifes e sindicatos independentes).

Neste sentido, ao contrário do que prega em conversa “miúda” a chapa 1, o principal padrinho do Proifes não foi a chapa 2, mas a política desastrosa divisionista da diretoria do Andes, e seu seguidismo canino a um partido (PSTU). Estes fatos podem deixar os defensores da chapa 1 insatisfeitos, afinal o mantra escolhido para a campanha da chapa da esquerda pequeno burguesa é a suposta defesa da “ autonomia”.

Acontece, que a política implementada no último período no Andes, pela diretoria do sindicato, não somente não foi autônoma, mas foi de completa subordinação a política ultraesquerdista de um partido (e sua ” central” fajuta) que era apresentado como da “esquerda radical”, mas como veremos na ocasião do golpe de estado em 2016 revelou-se um agrupamento político completamente servil a direita golpista no Brasil ( ” Fora Dilma” ” Fora todos”) e mesmo ao imperialismo( “Fora Maduro” na Venezuela) . Este será o tema da segunda parte, quando desmascaremos que a defesa da “autonomia” em relação a partidos, por parte da chapa da esquerda coxinha ( setores mais direitas do PSOL e PCB) é mais um velho truque de trapaceiros políticos.

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