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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva (equivalente a uma “medida provisória”) para manter aberta a prisão na Base de Guantánamo pondo fim oficialmente à política oficial vigente até aqui desde a administração Obama que era de fechá-la em alguma data incerta no futuro.

Até 2001, símbolo da obstinação imperialista de não se retirar de onde fincasse pé por mais que indesejada seja sua presença a base de Guantánamo passou a ser símbolo da sua prepotência ao violar de modo assumido o direito internacional e princípios humanitários que pareciam até então acima de qualquer discussão e símbolo da forma de aberração racional que podem conduzir as ações humanas.

A promessa de Obama nunca passou de deslavada mentira uma vez que ele sabia não ter poder para tanto. Impossível no momento arriscar dizer qual o significado da atitude de Trump ou da diretriz a que ele obedece. A reforma de uma instalação sinistra como a prisão de Guantánamo não prenuncia algo positivo. Pode ser também que não prenuncie nada e seja apenas a abertura de mais um buraco negro por onde sumirão alguns bilhões de dólares do orçamento da defesa. Devolver o território da base ao seu legítimo dono, que é Cuba, isso sequer é cogitado.

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