Trump vai à cúpula da OTAN e demonstra ditadura mundial dos EUA

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Neste ano a reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sai da sua rotina uma vez que as divisões entre seus integrantes estão se mostrando a pleno sol. As contradições dentro da aliança militar já não são mais contornáveis e até mesmo o seu anacronismo foi mencionado pelo Presidente norte-americano, ainda que de maneira enviesada.

Nesta quarta-feira Donald Trump reuniu-se em Bruxelas com o Secretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg. Durante o tenso encontro, que serviu de palco para demonstração do poder dos Estados Unidos e do poder pessoal do seu presidente, foi discutida a redução da participação dos Estados Unidos no orçamento da organização e a consequente elevação da participação dos outros membros para 2% do PIB. O que se viu durante a parte do encontro aberta à imprensa foi um Trump assertivo que olhava de frente para um Stoltenberg embaraçado que não sabia como e não tinha coragem para contra argumentar seu interlocutor.

Promessa na campanha do atual presidente a diminuição dos gastos dos Estados Unidos com a aliança já há muito tempo é assunto na pauta das reuniões de cúpula da OTAN mas nunca nenhum presidente daquele país foi além do discurso. Nisto Trump inovou e naturalmente foi alvo da antipatia tanto da burocracia dentro da organização quanto do establishment dos países membros centrais, estes na iminência de ter que custear eles próprios a defesa de seus interesses imperiais.

Principal potência econômica da Europa e líder no movimento de afastamento do atlanticismo em direção ao bloco euroasiático, a Alemanha foi o principal alvo das críticas de Trump. Segundo ele este país recebe dinheiro do contribuinte norte-americano para defender-se da Rússia e ao mesmo tempo está mantendo com ela relações que resultarão na sua dependência energética em relação a ela.