Crise no governo dos EUA
A campanha eleitoral nos Estados Unidos se encontra em sua reta final e a situação do atual presidente, Donald Trump, não é nada favorável
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O presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Al Drago/Bloomberg

A corrida eleitoral nos Estados Unidos chega a sua reta final, faltando apenas 100 dias para o início das eleições presidenciais. O imperialismo já escolheu seu candidato e faz intensa campanha a seu favor, o democrata Joe Biden. Não há dúvidas de que o atual presidente Donald Trump esteja em uma situação extremamente desfavorável.

A forma como administrou a crise gerada pela pandemia, apesar de estar em acordo com os desejos da burguesia – uma injeção gigantesca de dinheiro para os bancos e capitalistas e nenhuma assistência para a população – colocou o país como líder mundial em infectados e óbitos pela covid-19. Por conta disso, sua popularidade despencou.

Essa, porém, não é a única crise que seu governo enfrenta. Desde o assassinato de George Floyd pela polícia em Portland, uma onda de protestos generalizados em todas as cidades dura já por três meses. Diante disso, a reação do presidente republicano tem sido um aumento gigantesco da repressão. Mais recentemente, enviou a guarda nacional para as cidades em que estão ocorrendo os protestos, o que os intensificou ao invés de sufocá-los. Para a burguesia, a mensagem que está sendo passada é que ele não tem capacidade de controlar a situação, que segue preocupante. 

Em todas as pesquisas eleitorais realizadas, Donald Trump encontra-se bem atrás de Biden. Segundo a média de pesquisas feita pelo site RealClearPolitics, a vantagem do democrata é de cerca de 8 a 10 pontos. Trump rebate dizendo que as pesquisas são falsas e que ele não estaria perdendo. É fato que as pesquisas não são confiáveis, no entanto é preciso ressaltar que elas mostram o apoio que a burguesia está dando ao candidato do Partido Democrata.

De fato, Biden possui um amplo apoio da burguesia, que se utiliza ainda de uma demagogia identitária para procurar angariar apoio de setores mais confusos ou conservadores da esquerda. Uma parte dessa campanha era dizer que todos os negros devem votar em Biden ou eles “não são negros de verdade” e outras coisas do tipo. 

Nas últimas semanas, inclusive, a ex-Pantera Negra e agora uma das maiores propagandistas do identitarismo no mundo, Angela Davis, declarou apoio a Biden. É importante frisar, no entanto, que de esquerdista ele não tem nada. Entre as leis que aprovou quando senador, há diversas que aumentaram o encarceramento nos EUA e as punições contra crimes relacionados ao tráfico de drogas, um verdadeiro ataque ao povo negro. Outra figura que confunde esse setor mais pequeno-burguês e conservador da esquerda norte-americana, Barack Obama, ex-presidente e do qual Biden foi vice, também tem aparecido ao seu lado para ajudar em sua campanha junto ao povo negro.  

Diante desse cenário, Trump corre o risco de ser o primeiro presidente norte-americano em 25 anos que não é eleito para um segundo mandato. Tudo isso mostra a crise em que se encontra o seu governo, que desde o princípio tem se mostrado incapaz de realizar com competência a política desejada pela burguesia e que já havia sido eleito contra a vontade do setor mais importante do imperialismo.

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