Imperialismo teme mobilização
Após milhares de pessoas tomarem as ruas de todo Estados Unidos contra o fascismo e Donald Trump, burguesia foge de manifestantes.
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Casa branca é palco de grande manifestação. | Foto: Reuters.

O presidente fascista Donald Trump, dos Estados Unidos, escondeu-se em um bunker após os enormes protestos que tomaram conta do país e cercaram a Casa Branca. Tal fato demonstra um enorme nível de radicalização política no país, que veio à nota nos mais recentes protestos, que já tornaram-se históricos.

Os protestos começaram há 7 dias, e teve como estopim o assassinato do trabalhador negro George Floyd, em Minneapolis. A notícia da morte brutal realizada por um policial, espalhou-se rapidamente por todo país após a divulgação de um vídeo onde Floyd era asfixiado até a morte.

Após o ocorrido, milhares de pessoas tomaram as ruas em Minneapolis, cercando a casa do policial e queimando o prédio de sua delegacia. Os protestos extremamente radicalizados tomaram conta de todo país, e locais como Nova York, Washington, etc. já estão tomados por milhares de pessoas.

A imprensa burguesa busca dar um caráter tipicamente identitário, de uma “luta entre raças”. Supostamente, a onda de violentos protestos que tomaram o país seria motivada pelo um assassinato de “um negro por um policial branco”. Contudo, a realidade se mostra completamente diferente.

Os Estados Unidos são hoje o epicentro da pandemia do novo coronavírus, com mais de 100 mil mortos e milhões de casos. O país enfrenta um colapso generalizado frente o vírus, como também, atinge taxas de desemprego recordes. A população trabalhadora está morrendo como nunca, dia após dia.

Dessa forma, com a morte de um trabalhador negro, mais um fato do enorme massacre da população negra no país, o país entrou em estado de ebulição. Os protestos contra a morte de George Floyd são um sintoma de uma luta que dirige-se diretamente à Trump e o imperialismo norte-americano.

A burguesia sabendo disso busca desviar o fator de classe nas mobilizações, porém a realidade é outra. Após os protestos tomarem os jardins da Casa Branca, pela primeira vez da história o palácio teve suas luzes apagadas, e Trump foi levado a um bunker para se proteger.

As manifestações de um caráter extremamente radicalizado, violento contra os fascistas e os capitalistas que buscaram impedir as manifestações devido a pandemia. A população demonstrou não ligar para o toque de recolher, e alguns, demonstrando o tamanho da radicalização, saíram às ruas pela primeira vez desde a pandemia, justamente para protestar.

Trump foi às suas redes sociais declarar que os manifestantes, considerados por ele “anarquistas” são criminosos, saqueadores, etc. E declarou que a ANTIFA, será considerada uma organização criminosa.

Estes são os maiores protestos que os Estados Unidos tem, motivados por uma causa negra, desde a morte de Martin Luther King, em 1968. A crise é histórica, e vem tomando proporções imprevisíveis. A burguesia teme a grande mobilização popular.

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