Trump quer diminuir o número de negros nas universidades americanas

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Nesta terça-feira (3) o governo dos Estados Unidos revogou a validade de 24 documentos que forneciam orientações às faculdades sobre a forma de lidar com a questão racial e promover diversidade nas instituições. Os documentos foram implementados durante o Governo de Barack Obama, e foram considerados pelo Secretário de Justiça do governo Donald Trump, Jeff Sessions, como “desnecessários, desatualizados, inconsistentes com a lei existente ou impróprios”. Esta atitude é vista como um retrocesso, pois coloca a questão racial de volta ao patamar da era Bush, em que a questão não era levada em consideração nas instituições de ensino superior.

A decisão corresponde a pressões exercidas por setores direitistas que afirmam que estes documentos prejudicavam os brancos e os asiático-americanos. Estes setores contestavam a decisão da Suprema Corte que havia determinado uma série de casos em que as faculdades poderiam usar o critério racial para auxiliar o ingresso de alguns candidatos.

O departamento de Justiça, orientado pela política de Trump, tem buscado apoio destes setores de direita através de investigações de discriminação, principalmente o grupo “Admissões Justas”. Já são mais de 60 organizações que solicitam uma investida do governo contra as ações afirmativas, alegando que a admissão de asiático-americanos vem sendo prejudicada e que isso configuraria discriminação.

O ponto central é que esta política visa limitar ainda mais o acesso de indivíduos negros ao ensino superior nos Estados Unidos, o que significa um evidente retrocesso. A população negra, que já vive uma situação muito ruim nos EUA, vem sofrendo com ataques cada vez mais fortes aos seus direitos e com o aumento significativo da repressão policial.