Trump em situação crítica: chefe de campanha é condenado e ex-advogado do presidente o acusa de corrupção

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O governo de Donald Trump está numa profunda crise. Continuando com a política golpista que vêm adotando há alguns anos, o setor mais forte do imperialismo, que tem feito de tudo para derrubar Trump, conseguiu levar adiante uma dura ofensiva contra o atual presidente dos Estados Unidos – ligado a um setor mais fraco da burguesia norte-americana, por meio de um processo jurídico, ao estilo persecutório da Lava Jato, que atingiu dois homens ligados ao presidente.

O ex-advogado de Trump, Michael Cohen, está em um processo por ter silenciado através de pagamento duas mulheres que tiveram um caso com o atual presidente norte-americano para que elas não viessem a público revelar o adultério por ele cometido, configurando desta forma um crime de corrupção. Além disso, Cohen assumiu evasões fiscais, violação de financiamento de campanha e falsas declarações a uma instituição financeira, isto é, coisas tradicionais da política norte-americana, mas que são convenientes para perseguir os adversários políticos, como no caso brasileiro com a Oderbrecht, a OAS e a JBS Friboi.

Além disso, o ex-chefe de campanha de Trump, Paul Manafort, está sendo acusado por fraude fiscal e bancária, por supostamente haver contas bancárias no exterior e ter feito pagamento a políticos ucranianos pró-Rússia. Manafort foi considerado culpado em 8 das 18 das acusações e pode ser sentenciado há 80 anos de prisão, mesmo tendo 69 anos. Isto é, Manafort pode ser sentenciado à prisão perpétua, assim como Cohen que com 51 anos poderia receber 65 anos de prisão.

Entretanto, mostrando evidências com as práticas da Operação Lava Jato, totalmente inquisitória e anti-democrática, o último se safou dos 65 anos de pena, reduzindo-a para uma pena de 3 à 5 anos, pois se comprometeu a fazer um acordo (delação premiada), que obviamente pressupõe delatar Trump sobre uma suposta interferência dos Russos nas eleições norte-americanas, argumento que a ala mais forte do imperialismo vem utilizando para levar adiante o impeachment de Trump e declarar guerra à Rússia. Percebe-se que da mesma forma estão tentando coagir Manafort, que também pode morrer na prisão, para que ele feche um acordo para delatar Trump neste sentido.

A relação entre a Lava Jato e o judiciário norte-americano fica ainda mais evidente. A utilização da delação premiada e de perseguição judicial para conseguir o que quer: neste caso, acusações revelando a interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016. O setor mais forte do imperialismo está chegando com tudo para derrubar o governo Trump, que se encontra cada vez mais numa condição de crise total, e para isso utilizará as mesmas práticas inquisitórias dos golpistas brasileiros.