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US President Donald  Trump delivers the State of the Union address in the chamber of the US House of Representatives in Washington, DC, on January 30, 2018. / AFP PHOTO / POOL / Win McNamee        (Photo credit should read WIN MCNAMEE/AFP/Getty Images)
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Na última quinta feira (17), Donald Trump, anunciou o corte de verbas para organizações que defendem e realizam o processo de aborto no país. A medida consiste em um evidente ataque contra as mulheres, a política resgata o que antes era feito por Reagan, que estabelecia a separação entre o que seria de fato incluído no planejamento “familiar”, e outros serviços oferecidos como o aborto, assim como questionado hoje acerca do programa Planned Parenthood.

Fato é, que a medida tomada por Trump e a sua figura em si representa o avanço da extrema-direita que em nenhuma esfera tende a atender as medidas reivindicativas das mulheres no país. Para além disso, a ação do presidente americano, abre um leque de uma política de ataque contra as mulheres no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Um dos pontos em que se busca respaldo para o corte dessas organizações, é de que tais programas teriam como princípios a prestação de “serviços de planejamento familiar” que por conseguinte viria a promover a prevenção – contracepção-  e que logo,  nesse sentido os serviços de aborto não se encaixaria como medida de prevenção. O que fica claro, está em um aberto posicionamento contra as mulheres, é a medida que retira recursos de uma política pública essencial às mulheres. Retrocedendo a política de Reagan, aquele que promovia a mordaça as clínicas, pois não se podia fazer o aconselhamento acerca do aborto ou incentivar, defender etc.

Ao contrário disso, Trump prontamente cortou verbas das organizações que realizam o aborto, representando o ávido avanço da extrema-direita que quer acabar com qualquer pequena medida e direitos conquistados pela luta das mulheres, o corte de verbas é um passo para que se promova ainda piores ataques, que possam até novamente proibir a realização do aborto. Para isso, é preciso que as mulheres se organizem e reivindiquem pela permanência dessas serviços, a luta pelo aborto é uma das reivindicações mais latente na luta das mulheres por sua emancipação, é preciso se organizar e combater o o avanço da extrema-direita.

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