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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último dia 1º a imposição de tarifa de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre a importação de alumínio. A medida é  parte da promessa de campanha de Trump de proteger empregos e negócios dentro dos Estados Unidos. A tarifa deve ser aplicada às importações de todos os países e deve entrar em vigor a partir da próxima semana. O governo norte-americano alega que o aço estrangeiro é mais barato porque recebe subsídios injustos. Recente relatório do Departamento de Comércio acusou o fechamento de diversas usinas e o desaparecimento de milhares de empregos nos últimos anos no setor.

Embora internamente a medida tenha gerado algumas reações contrárias principalmente de setores ligados às indústrias de petróleo e gás, segundo o Banco Barclay’s os efeitos econômicos da medida serão muito limitados tendo em vista que a importação de aço e alumínio representa uma fração pequena no total da importação de bens. Além disso, o banco calcula que o impacto nos índices anuais de inflação seria de 0,1 pontos percentuais e reduzir o crescimento do PIB entre 0,1 e 0,2 pontos percentuais. Na adoção das novas tarifas também entraram considerações quanto à segurança nacional tendo em vista ser o aço assim como o alumínio insumos da mais alta importância na indústria bélica.

As tarifas embora alardeadas como tendo alvo principal a China, considerada adversária, esta ocupa apenas o 11º lugar entre os exportadores de aço para os Estados Unidos. Ironicamente o maior exportador é o Canadá, seguido pelo Brasil, Coreia do Sul e México supostamente países “aliados”. O Presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, afirmou que, caso confirmado que as importações brasileiras estarão sujeitas às novas tarifas, pretende pedir a exclusão. O governo brasileiro reagiu em nota do Ministério da Indústria e Comércio Exterior e Serviços (MDIC) dizendo que recebeu com “enorme preocupação” a notícia.

A medida protecionista dos Estados Unidos é mais uma pedra no sapato da aventura golpista que está em curso no Brasil. A “simpatia” que esperavam ter de um governo liderado por Hillary Clinton não se concretizou com a inesperada eleição de Donald Trump. O desprezo que a atual administração norte-americana vota aos seus vassalos brasileiros foi bem ilustrada pela exclusão do Brasil da viagem latino-americana do Secretário de Estado Rex Tillerson. A expectativa é de que os golpistas terão que digerir essa medida prejudicial aos interesses da burguesia industrial brasileira mas a conta final será paga pelos trabalhadores.

 

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