“Toda licença em arte”
A principal contribuição do marxismo para a arte e a cultura foi dada pelo revolucionário russo, Leon Trótski
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
bretontrotskirivera
Diego Rivera, Leon Trótski e André Breton. | Arquivo

Hoje completam-se 80 anos da morte do grande revolucionário russo, Leon Trótski, assassinado de maneira covarde por um agente stalinista em seu exílio no México. O Partido da Causa Operária prepara uma série de homenagens a Trótski, lembrando sua vida e sua obra teórica e o seu legado revolucionário.

Gostaria aqui, nessas breves linhas, destacar um aspecto da obra teórica de Trótski que representa uma verdadeira preciosidade: a produção do revolucionário russo como crítico e teórico da literatura e da arte.

Os marxistas sempre tiveram muito apreço pela produção cultural da humanidade. No entanto, em geral, no calor da luta política e das polêmicas ideológicas, os marxistas tiveram poucas oportunidades, embora riquíssimas, de se debruçar sobre os problemas da arte e da literatura.

Leon Trótski, defrontado com polêmicas no interior do movimento, acabou elaborando o que de mais rico e completo o marxismo produziu sobre o tema da cultura.

Sua principal obra sobre arte, “Literatura e Revolução”, defende qual deve ser a política do partido revolucionário e do Estado operário em relação à arte. Defende a arte socialista e os artistas revolucionários, mas estabelece que não cabe nem ao partido nem ao Estado impor as formas dessa arte.

Mais tarde, já no exílio no México, debatendo com as concepções reacionárias impostas pela burocracia stalinista, Trótski, em debates com o surrealista francês André Breton e o muralista mexicano Diego Rivera, desenvolve as premissas do que pode ser considerado o programa do partido revolucionário para a arte e a cultura. No “Manifesto por uma Arte Revolucionária e Independente”, escrito por ele e por Breton, está a defesa intransigente de uma arte livre e portanto revolucionária, que não está submetida nem à ditadura fascista nem tampouco às pseudo-democracias imperialistas, denunciando também as tentativas da burocracia stalinista de impor aos artistas um modelo de arte.

Segundo o próprio Breton, Trótski era tão radical em seu espírito que superou em consciência libertária o próprio Breton: “diante do projeto onde eu tinha formulado: ‘toda licença em arte, exceto contra a revolução proletária’, foi o camarada Trótski que nos preveniu contra os novos abusos que se poderiam cometer com este último membro da frase e o riscou sem hesitação”.

“Toda licença em arte”, diz o manifesto. E essa formulação é o que deve guiar todos aqueles que têm na arte uma atividade libertadora. Tal afirmação é mais atual do que nunca. Setores da esquerda, influenciados pelo conservadorismo, defendem formas de luta incompatíveis com uma ideologia libertária, marxista. Qualquer pretexto é usado para calar e censurar. A ideia de que deveria haver limites para a liberdade de expressão, como defendem vários setores da esquerda inclusive que se reivindicam trotskistas, é contrária ao marxismo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas
Sobre o Autor
Publicidade
Últimas
Publicidade
Mais lidas hoje

Nenhum dado até agora.