Triunfo da Insanidade: governo dá R$530 mil pra filme sobre Bolsonaro

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O presidente golpista e reacionário, Jair Bolsonaro, que já havia dito recentemente que considera a ideia de exinguir a Ancine se os filmes que ela produz não começarem a ter filtros, ou seja, mecanismos de censura, agora vai ter um documentário só para ele. Isso depois de o governo liberar mais de meio milhão para a produção de um documentário de Josias Teófilo, cineasta bolsonarista conhecido por seu filme sobre Olavo de Carvalho, o astrólogo falido e capacho dos EUA, que adora dar palpite no governo insano de Bolsonaro.

O tal documentário sobre Bolsonaro contará, de um jeito completamente deturpado e alucinado, como as manifestações de junho de 2013 contra o aumento das passagens acabaram culminando numa “revolução conservadora” e na eleição do candidato mais conservador e inábil na eleição presidencial de 2018, Bolsonaro.

O que o governo pretende com essa liberação de recursos da Ancine para esse documentário lunático é falsificar a história e colocar o presidente conservador – que a população rejeita sem pestanejar – num pedestal, glorificando a figura de um homem que chegou à presidência com discurso de ódio à esquerda, às mulheres, aos negros, aos indígenas, à classe trabalhadora em geral. Alguém que não perde a oportunidade de glorificar os torturadores da ditadura, período que Bolsonaro vangloria.

Quando Bolsonaro afirma que a sede da Ancine vai mudar do Rio de Janeiro para Brasília, para que o pessoal dele possa ficar de olho no que está sendo feito dentro da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e que os filmes precisam começar a ter “filtro”, fica óbvio o caráter conservador e de censura que ele quer impor na cultura do país.

Bolsonaro, que pelo o que parece entende nada de cultura, deixa claro sua ideia de transformar todas as instituições do país em órgãos conservadores, seja por livre e espontânea vontade deles ou pelas ameaças de extinção. A depender do presidente golpista, os filmes que a Ancine produzirá só falarão de temas que coloquem ditadores e torturadores como heróis do Brasil e a classe trabalhadora como inimiga.