Minas Gerais
De 2015, início do golpe de estado, até julho de 2020, o número de mulheres em situação de rua subiu 242%, reflexo das políticas contra os trabalhadores dos governos golpistas
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Mulheres são ainda mais oprimidas nas ruas das grandes cidades | Foto: Flávio Tavares

A crise econômica e as políticas que atingem os trabalhadores de forma devastadora chegam de forma ainda mais impactante às mulheres, o setor mais oprimido da classe operária, e isso se reflete nos dados sobre as condições de vida das mesmas em várias regiões do Brasil. Nos últimos cinco anos, o número de mulheres em situação de rua em Belo Horizonte – MG mais que triplicou. Em 2015, ou seja, no início do golpe de Estado, eram 233 mulheres nesta situação e agora, em julho deste ano o número subiu para 797, um aumento de 242%. O número pode ser ainda maior, já que nem todas as mulheres que se encontram nessa situação são cadastradas no Cadastro Único do governo federal.

Atualmente, 4.667 pessoas vivem nas ruas de Belo Horizonte, onde as mulheres representam 17%. Os motivos aos quais as mulheres chegam a essa situação são dos mais diversos, mas todos estão intrinsecamente ligados ao descaso do Estado burguês que colabora somente para que as mulheres sejam ainda mais oprimidas. Com tantas políticas econômicas que afetaram diretamente as mulheres nos governos golpistas de Temer e Bolsonaro como a reforma trabalhista, cortes em programas sociais, entre tantos outros aspectos econômicos que influenciam diretamente na vida econômica das mulheres, fez com que muitas se vissem completamente desamparadas pelo Estado e sentindo os efeitos da falta de trabalho, de renda, de moradia, de distribuição de renda, além daquelas mulheres que sozinhas precisam administrar seus lares e cuidar dos filhos pois não contam com um companheiro ou familiares para isso, tornando a situação cada vez mais grave e insustentável para elas. Ainda dentro dos problemas sociais que as políticas de austeridade contra os trabalhadores podem trazer, existem também aquelas que acabam adentrando no vício em drogas ou bebidas alcoólicas, deixando a situação cada vez mais insustentável e não restando alternativa a não ser a vida nas ruas, e isso não é só um impacto em suas vidas, mas também na dos filhos, que são encaminhados a tutela do Estado ou de parentes.

Se os trabalhadores que chegam às ruas estão numa situação ainda mais esmagada da sociedade, as mulheres que estão neste meio sofrem ainda mais. Além dos problemas comuns que todos os moradores de rua enfrentam como a fome, a sede, a falta de moradia, a violência dos aparelhos repressivos do Estado e até mesmo entre eles mesmos, as mulheres ficam ainda mais vulneráveis com o perigo da violência sexual. Todos os problemas enfrentados pelas mulheres e todos os trabalhadores que chegam ao extremo de simplesmente terem que “morar” nas ruas das cidades são reflexos da decadência capitalista e das políticas da direita e extrema direita contra os trabalhadores. Nada é feito para os trabalhadores saírem dessa situação justamente porque não é do interesse do Estado burguês que estes problemas sejam resolvidos, inclusive é a política capitalista a maior responsável por essas condições das mulheres, cada vez mais oprimidas.

Problemas tão urgentes só serão resolvidos com a mobilização das mulheres e de todos os trabalhadores por um governo operário que definitivamente resolva os problemas da classe operária, afinal todas as mazelas causadas pelo governo e o modo de produção burguês só serão resolvidos se os mesmos forem substituídos pelo governo dos trabalhadores. E essa mobilização deve começar pelo fim de governos como o de Jair Bolsonaro e todos os golpistas responsáveis pela situação cada vez mais caótica da vida dos trabalhadores.

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