Petroleiros estão morrendo
Para salvar e produção e o lucro Petrobras subestima denuncia dos sindicato e trabalhadores, a negligencia mata operários em refinarias.
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Trabalhadores da Petrobrás usam Uniforme com dizeres em defesa de suas vidas. | Foto: Reprodução

A categoria dos Petroleiros é fundamental para a manutenção da produção capitalista, ou seja, são trabalhadores que do ponto de vista do capital não podem parar ou mesmo diminuir sua produção. Neste sentido a política fracassada e demagógica do fica em casa, não alcançou esses trabalhadores.

O sindicato da categoria no inicio do ultimo mês, já denunciava casos de infectados pelo coronavírus na refinaria Presidente Bernardes Cubatão (RPBC) na época eram 13 casos, segundo a Federação Nacional do Petroleiros (FNP), os trabalhadores apreensivos discutiam a paralisação da categoria.

O sindicato denunciava a demora de  medidas  preventivas  como testagem dos empregados nas refinarias e de isolar apenas os trabalhadores contaminados, deixando na operação das unidades, tanto no refino como nas plataformas de produção, os demais empregados que tiveram contato com os infectados.

A principal preocupação da empresa é a produção, mesmo que isso custe a vida dos trabalhadores, Após 21 dias de luta no hospital contra o coronavírus, morreu Técnico de operação há 12 anos da RPBC (Refinaria Presidente Bernardes), em Cubatão, Antonio Carcavalli, 58, também conhecido como ‘xerife’, por sua capacidade de organizar os companheiros quando a tensão crescia.

Além de Carcavalli, perderam a vida por conta do coronavírus o operador de máquinas terceirizado José Roberto Cláudio de Jesus e o mecânico de máquinas também terceirizado José Carlos Nunes Rosa.

Mesmo com a gravidade da situação que já havia sido denunciada pelo Sindicato e pela CIPA ( comissão Interna de Prevenção de Acidentes) que Carcavalli fazia parte, a empresa seguiu ignorando e não  providenciou medidas que pudessem evitar a morte dos companheiros trabalhadores.

Coordenador do Departamento de Saúde e Segurança do sindicato, Marcelo Juvenal Vasco, destaca que os dirigentes denunciavam desde fevereiro a falta de um protocolo adequado para a prevenção com o fornecimento de máscaras e álcool gel na entrada do laboratório, da oficina, de todas as unidades de processo, na sala de controle geral e também no refeitório. Mas todas as solicitações foram ignoradas.

A posição do sindicato é que se a empresa continuar negligenciando a saúde dos trabalhadores, o sindicato prevê uma greve sanitária nas próximas semanas, e para  conter a  contaminação no ambiente de trabalho a greve ocorrerá naturalmente, pois os trabalhadores simplesmente irão ficar em casa pra não se contaminar e consequentemente contaminar suas famílias.

Para manter o setor produtivo, produzindo o governo não vai medir esforços, a situação dos operários da Petrobras, esclarece o problema, o confinamento serve para um setor especifico da empresa, o setor produtivo continua trabalhando a quarentena e uma medida artificial, Os capitalistas não vão confinar os operários da empresa. Só greve pode garantir a vida dos trabalhadores e de seus familiares.

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