Três meses da tragédia no Paissandú e a direita ataca os moradores

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A ocupação improvisada depois do incêndio e desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida na região central de São Paulo, já completou três meses. As barracas transformam o Largo do Paissandú, pelo visto, definitivamente. O acidente ocorrido no dia 1º de maio deixou 7 mortos e dois ainda desaparecidos.

A imprensa golpista afirma que as barracas são as mesmas, mas os ocupantes mudaram bastante com o passar dos meses. Os desalojados, vitimas do desastre, assim que passaram a receber o auxilio moradia no valor de R$ 400,00 foram deixando as barracas de lona. Porém, as barracas tem sido ocupadas por outros sem teto que perceberam a oportunidade de moradia logo ali no centro de São Paulo.

Segundo a prefeitura, existem 37 pessoas que permanecem no acampamento, mudando a paisagem daquela região. O acumulo de lixo e a falta de limpeza tem proliferado as pragas urbanas. Os acampados resistem a limpeza fornecida pela prefeitura pois temem que suas barracas sejam retiradas e não voltem mais.

As defensorias publicas solicitaram o uso de outros imóveis ociosos no centro da cidade para abrigá-los, porém, a justiça não acatou, o que seria uma ótima possibilidade de resolução definitiva do problema.

Existem casos de pessoas que resolveram ficar nas barracas, pois com 400 reais não é possível alugar uma moradia na região central, ainda mais com as imobiliárias que cobram R$ 1.000,00 por um quarto e sala e pedem comprovante de renda equivalente ao valos de três alugueis.

Desde o dia 3 de julho, os acampados passaram a ser tratados pela prefeitura como moradores de rua e não mais como desalojados do acampamento, pois foi estipulada como último dia para a comprovação de vínculo com o edifício desabado, para que tenham o beneficio assegurado. O benefício trata-se de um auxilio moradia pago por um ano pelo governo do Estado no valor de R$ 400,00 e depois disso a prefeitura assume a despesa até que insira as famílias em um programa habitacional específico.

Porém, a prefeitura deseja que os moradores sejam encaminhados para abrigos públicos para poder desmontar o acampamento. O fato é que os administradores públicos conservadores e de direita não aceitam resolver a situação de verdade, pois abrirá a porta para dezenas de milhares de pessoas que estão na mesma situação.

A falta de solução deixa as pessoas vulneráveis a qualquer ataque, pois como já assistimos, numa gestão em que é comum o lançamento de jatos de água gelados nos moradores de rua, entre outras aberrações, qualquer coisa pode sair do saco de maldades desses que detestam os pobres, e nada farão para resolver este impasse.