Três estados não pagaram 13º: um milhão de servidores prejudicados

Foto-Luiz-ChavesPalácio-Piratin

Com a posse do golpista Michel Temer na presidência da República, mediante golpe de estado de 2016, todos os entes da Federação estão sofrendo com a queda nas receitas fiscais, fruto da política neoliberal, fomentada pelo imperialismo ao redor do globo, de cortes nos investimentos públicos, demissões em massa, paralisação das grandes obras, congelamento dos gastos públicos por 20 anos etc.., de interesse do grande capital imperialista, patrocinador do golpe.

Essa política, como já era esperado, gerou enorme recessão na economia, vez que cortou ou diminuiu inúmeros benefícios que alavancavam a circulação do dinheiro nos comércios locais. Diversos programas estatais, por exemplo, foram definhando ao longo desses mais de dois anos de golpe, retirando os colchões que amorteciam a queda da qualidade de vida da população.

Como consequência, vários estados estão atrasando os salários de seus funcionários por não terem de onde retirar mais dinheiro, tendo que dividir o pagamento. Exemplo maior são os estados do Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, os quais ainda não pagaram o 13° salário e nem possuem previsão, isto é, falidos. Mais prejuízo para a economia e as tradicionais férias de fim de ano dos trabalhadores.

É uma crise generalizada que está se alastrando por todos os estados e municípios, ainda que em graus diferenciados. No Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul, por exemplo, os atuais governos são gestões “puro-sangue” da burguesia, comandados, respectivamente, por Robinson Faria (PSD) e José Ivo Sartori (MDB), cujo programa é exatamente o que está sendo aplicado, contra os direitos dos trabalhadores.

Já em Minas Gerais, o governo de Fernando Pimentel conseguirá terminar seu mandato apesar de ter sofrido durante todo o período uma intensa campanha golpista por parte da direita do PSDB e dos outros partidos do golpe. O governador petista viu sua administração totalmente boicotada pelos golpistas, a fim de derrubá-lo do cargo, assim como a direita conseguiu fazer a nível federal contra a ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016. Embora Pimentel não tenha uma política que atenda de maneira satisfatória aos interesses dos trabalhadores, seu governo conciliador tentou (devido à base social operária do PT) estabelecer um mínimo de coesão com a pauta da classe operária, mas falhou ao sofrer violentas pressões da direita golpista, levando a uma situação de grande crise no estado.

É preciso mobilizar em todo o País contra a ofensiva dos golpistas, com o objetivo de impor uma derrota à burguesia e à direita.

Sem dúvida, hoje, essa luta passa necessariamente pela liberdade de Lula e de todos os presos políticos e pelo “Fora Bolsonaro!”.