A esquerda desperdiça oportunidades de luta

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A forma como a esquerda não consegue entender o golpe coloca a luta política em torno de uma série de armadilhas, como acontece com a eleição. Entenda melhor isso por meio da Rádio Causa Operária (RCO) em:

“Nesse período, com o agravamento da crise do governo, que podemos dizer que não é apenas uma crise do governo, mas de todo o regime golpista, o governo está liquidado, aparecendo em pesquisas com apenas 3% de aprovação, O STF está dividido, o Congresso Nacional tem um nível de rejeição muito parecido com o presidente. Há uma crise generalizada de todas as instituições.

No momento de crise, é preciso que a esquerda atue, tenha uma ação decisiva. Na greve dos condutores se colocou em uma momento a possibilidade de chamar uma greve geral, colocou-se a possibilidade de se ampliar a greve dos condutores e colocar a derrubada do governo Temer por um movimento de rua. Não vamos confundir as coisas, por que dizemos várias vezes que o Fora Temer é uma palavra de ordem inócua como parte de uma movimentação meramente propagandista, mas se o governo for derrubado nas ruas, haveria uma decomposição deste governo, um processo de perda de controle dos principais setores golpistas do governo e a situação poderia mudar decisivamente.

A crise do governo se aprofunda e de uma maneira extremamente rápida, isso coloca a necessidade de uma intervenção da esquerda contra o Golpe de Estado, no entanto a política da esquerda está voltada para manobras judiciais e as eleições. A burguesia vem canalizando toda a movimentação para as eleições, na certeza de que não participa das eleições o ex-presidente da República Lula, seria extremamente fácil de se manobrar esta eleição.
As pesquisas mostraram também que os demais candidatos, que não são do bloco golpista, não tem voto algum. Aparecem sem voto, sendo difícil que o PT consiga fazer com que estes candidatos venham a vida, como a candidatura de Manuela D’Àvila, que é uma fachada para um acordo com o Ciro Gomes, que tem 1%, que ninguém vai conseguir transformar contra um aparato gigantesco da imprensa golpista. Mais ainda se pode dizer nesse sentido em relação ao Boulos, são candidaturas artificiais. A candidatura do Ciro Gomes, que até o momento não tenha ainda escolhido esta opção, mesmo que ela namore muita tal possibilidade. Ela é uma candidatura muito ligada ao golpe de Estado, muito conservadora, veja-se a figura do Steinbruck, homem da FIESP ligado a Ciro”.

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