Há setores evoluindo politicamente dentro do PT e a rejeição a Ciro Gomes

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Entenda a evolução política que está ocorrendo no país, em um período em que os setores sindicais estão se mobilizando e posteriormente buscarão mobilizar suas próprias bases. Para tanto, veja o pequeno trecho da Análise Política da Semana a seguir, programa realizado todos os sábados às 11:30H nos canais da Causa Operária TV (COTV):

Um dado que indica a evolução política dentro do Partido dos Trabalhadores é a declaração da Gleisi Hoffman no Brasil 247 de que a ideia de que o Ciro possa ser o candidato com o PT vice não consegue ser aprovada no partido nem com reza brava. Mesmo Ciro ficando magoado, o que a Gleisi está dizendo é que independentemente da posição de A, B ou C dentro do partido, a base do PT não aceita isso.
A declaração da presidenta do partido mostra uma evolução muito importante de que o pessoal não aceita o Ciro, que é um golpe meio fuleiro. Entretanto, quando a situação política está meio fria, esses golpe ultra-mambembes consegue enrolar um monte de gente. O fato de que a presidenta do PT declarou que a base de seu partido não aceita o Ciro mostra um nível de evolução política porque o pessoal não quer largar o Lula na cadeia mofando, não acredita que Ciro seja um candidato de esquerda e nem que ele vá resolver problema algum. Portanto, não quer essa alternativa. Quer dizer, quando um amplo setor começa a se opor a estes golpes baratos, a vaia contra o Solidariedade, contra a Força Sindical, a declaração sobre o Ciro. Isso é uma evolução política.
Estamos em um momento de transição desta evolução porque ela se processa por etapas, primeiro um setor adquire uma consciência muito clara e outra uma não tão clara, sendo que aquele setor mobiliza este. O que estaria colocado agora seria justamente esclarecer bem essa opinião e iniciar a mobilização dos setores que querem efetivamente lutar contra o golpe, que não querem as pseudo-soluções. Alguém poderia se endagar que a falta de comparecimento na Praça da Sé não revela uma desmobilização? Não, mas que eles foram para Curitiba e por uma série de motivos, provavelmente por timidez, não levaram uma série de setores, mas foram e têm capacidade de mobilizar pessoas. Talvez esses setores não tenham ideia de sua capacidade e pensaram em ir, por não terem condição de levar 100, 200 mil. Na verdade, o que vimos é que se todos os setores que estiveram em Curitiba tivessem mais clareza do problema organizativo, o ato não teria 5 mil, teria 20 à 30 mil pessoas.
As pessoas que o PCO encontrou, muitos deles eram integrantes de sindicatos, que nos responderam que os sindicatos não haviam se mobilizado, porém que decidiram ir da mesma forma. Agora, porque esse pessoal veio e não um número grande da base social? Pelo fato de eles estarem na fase de se mobilizar para ir, não de mobilizar outras pessoas. Isso daí é o que se pode chamar de transição. Se as pessoas que estiveram em Curitiba, se colocarem na tarefa de mobilizar, elas já terão a capacidade de realizar uma grande mobilização e esse é o problema chave do próximo período. É isso que temos que encarar e dar uma resposta organizativa.
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