TRE/SP proíbe Dória de fazer propaganda eleitoral enganosa para justificar ataques contra a esquerda

Sao Paulo's Mayor Joao Doria reacts during a meeting of the PSDB in Brasilia

Os capitalistas, mestres da publicidade enganosa e da esperteza que são, nunca estiveram tão bem representados como agora pelo ex-prefake de São Paulo e atual candidato ao Governo do Estado de São Paulo, o tucano João Dória. Em seu programa eleitoral transmitido da última quarta-feira (12), o golpista utilizou imagens de unidades escolares de ensino infantil ambientadas nos Estados Unidos e unidades de saúde na Rússia para “mostrar” que as atividades ali veiculadas teriam ocorrido durante sua gestão à frente da capital paulista.

Diante da fraude, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo concedeu uma liminar ontem, segunda-feira (17), proibindo o candidato de divulgar as cenas adquiridas de um site estrangeiro para se promover. Na decisão, o juiz ressalta que “A conduta viola o art. 67, caput, da Resolução TSE nº 23.551/2017, que proíbe o uso de trucagem, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais, além de terem sido utilizados meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passivos”.

O episódio mostra que a campanha do PSDB sempre se baseou em fortes manipulações da opinião pública, e tudo que seus representantes prometem nestas propagandas não são levadas a sério nem por eles mesmos, inclusive esta promessa de investir em tais escolas, defendidas na campanha para a prefeitura – e não cumpridas – e agora na campanha para o governo do estado.

No entanto, não podemos concordar com a censura levada a cabo pelo TRE/SP, ao proibir o tucano de fazer seus programas mentirosos. O que se deve fazer nestes casos é aproveitar a oportunidade para denunciar os fatos durante a própria campanha eleitoral e revelar aos eleitores quem de fato é o PSDB e seus candidatos, com vistas a conscientizar e tornar a população cada vez mais mais politizada.

É sempre assim, primeiro, a Justiça direciona sua censura aos candidatos de direita, para depois ela se sentir responsável em censurar os de esquerda. E a censura eventual à direita sempre é em questões secundárias, enquanto contra a esquerda é bem no coração do programa político, de seus candidatos e partidos. Por isto, devemos reivindicar o fim da intervenção judicial nas campanhas, já!