Conselheiros da direita
Fora Dilma, sim, fora Bolsonaro, não
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Foto: Arquivo DCO. |

A título de apresentação, o grupo Transição Socialista é desses que existem principlmente nas universidades. Mais especificamente, seu local de atuação é no movimento estudantil da USP. O grupo, além de fundamentalmente estudantil e pequeno-burguês, defende até hoje que nõ houve golpe de Estado no Brasil e que o PT é igual ao PSDB e que Lula ée igual a Bolsonaro. Em suma, defende que todos são iguais, menos eles mesmos.

No dia 10 de março, diante da explosão da crise financeira, o Transição Socialista publicou em seu portal na internat um artigo com o seguinte título: “Bolsonaro fala groselha requentada para calar sobre crise econômica”. Note que, a começar por aí, o Transição tem uma política muito parecida dos jornais burgueses que, embora apoiem Bolsonaro e suas medidas, querem que Bolsonaro evite de falar as besteiras típicas dele. Para o Transição, assim como para O Globo, o Estadão e a Folha, Bolsonaro deveria parar de “falar groselha” e se pronunciar sobre a crise econômica.

O Transição Socialista dá conselhos ao governo de extrema-direita e chama as pessoas a terem esperança em Bolsonaro.

No final do artigo, o Transição pede que Bolsonaro “dê uma resposta sobre a crise ou renuncie.” Grande conselheiros!

Para um grupo que se diz socialista é incrível a fé num governo burguês, ou melhor, num governo de características fascistas. Ao invés de atacar as medidas anti-povo, os ataques aos direitos democráticos, a devastação econômica, os “socialistas” do Transição querem que Bolsonaro seja um administrador competente.

Se não o for, como de fato não é, o próprio Bolsonaro deveria tomar jeito e renunciar.

Para quem pediu o “fora Dilma” durante todo o processo de golpe de Estado, se aliando com a direita, o Transição parece bem moderado.

O Transição afirma que Bolsonaro é “irmão” do PT e que ambos são “responsáveis pela situação em que nos encontramos.” A ideia é absurda, mas na prática, o Transição não defende isso consequentemente. Para o PT era “fora Dilma”, para Bolsonaro é “renuncie caso não consiga dar uma resposta à crise”. Na verdade, o Transição Socialista acha o PT pior do que Bolsonaro.

Mas eles têm medo de falar isso abertamente. Então, inventam fórmulas para justificar sua política de aliança com a direita golpista e a extrema-direita bolsonarista.

É disso que se trata. Depois de apoiar o golpe de Estado, o Transição Socialista perdeu totalmente o rumo e deu para aconselhar a extrema-direita. Chamar o fora Bolsonaro, para eles, nem pensar. Só quando a burguesia deixar.

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