Negociata
A transação prejudica diretamente o BB, um banco público, patrimônio do povo brasileiro, com a entrega de mais um ativo do banco
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Paulo Guedes BTG Pactual | Alan Teixeira

No começo deste mês a direção golpista do Banco do Brasil realizou uma transação, com uma das suas carteiras de crédito, na qual beneficia nada menos que a instituição de crédito, BTG Pactual, fundada por Paulo Guedes, o ministro transloucada da economia do governo fascista Bolsonaro.

A transação, prejudica diretamente o BB, um banco público patrimônio do povo brasileiro, com a entrega de mais um ativo do banco, a preço de banana: um ativo com um valor contábil de R$ 3 bilhões, dado de bandeja por apenas R$ 371 milhões. Um negócio da China, como se diz popularmente.

Uma transação que, além de ser uma negociata a favor de banqueiros privados, favorece também um representante direto da alta cúpula do governo golpista Bolsonaro, que nada mais é que um representante direto dos banqueiros nacionais e internacionais, é mais uma medida que visa pavimentar o caminho da privatização do BB com a entrega dos seus ativos.

O mesmo ministro que está sendo favorecido pela transação foi quem deu declarações recentemente em reunião ministerial afirmando, em relação ao BB, que “tem que vender essa porra logo”

Um dos fundamentos do golpe de Estado de 2016, que teve como consequência a eleição fraudada de Bolsonaro, é a entrega do patrimônio do povo brasileiro, a preço de banana os capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais.

No caso do Banco do Brasil, da mesma forma como vem acontecendo com as demais empresas estatais, o caminho da sua privatização já vem se intensificando desde esse período, indicando que a entrega, desse imenso patrimônio do povo brasileiro, se dará em um prazo muito curto, conforme as medidas da direção golpistas do BB já vem adotando desde o golpe de 2016.

O banco adotou, através de uma reestruturação, uma política que visa enxugar a folha de pagamento da empresa, que resultou no fechamento de centenas de agências e postos de serviços e, consequentemente, acarretou demissão em massa de milhares de trabalhadores através dos famigerados Planos de Demissão “Voluntária” (como todo mundo sabe, que de voluntária não tem nada), descomissionamento, congelamento salarial, aumento dos serviços terceirizados, etc. Além disso o banco se desfez de importantes ativos ao vender subsidiárias, tais como o BI (Banco de Investimento), IBR Brasil (seguradora), Banco Votorantin, Neoenergia, e já anunciou a venda da BB DTVM e o BB Américas.

Os bancos públicos e as empresas estatais são alvos deste governo, fruto de um golpe de estado, financiado pelos grandes capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais e pelo imperialismo, que tem como objetivo principal expropriar todos os trabalhadores e a população, para salvar meia dúzia de capitalistas da gigantesca crise capitalista, que se aprofundou com a pandemia do coronavírus.

Neste sentido, a ofensiva reacionária da direita contra os trabalhadores em geral, e em particular das empresas estatais, precisa ser respondida a altura através das mobilizações e da organização dos milhares de trabalhadores, em defesa das empresas estatais com uma palavra de ordem que unifique: Fora Bolsonaro e todos os golpistas. As entidades de luta dos trabalhadores devem organizar, imediatamente, plenárias dos trabalhadores em todos os estados e chamar um congresso da categoria, com o objetivo de derrotar a ofensiva reacionária contra os trabalhadores através dos métodos tradicionais de luta da classe operária: greves, ocupações de empresas, etc.

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