Depois do surto da Covid-19
A mesma plataforma de petróleo que sofre com um surto de Covid-19 que infectou muitos trabalhadores, agora tem um princípio de incêndio
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Plataforma P-50, na Bacia de Campos | Foto: Reprodução

Ocorreu um princípio de incêndio na plataforma P-50 da Petrobrás que foi controlado pelos trabalhadores nesta quinta-feira (06/08/20). “O Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) recebeu a informação de que, ontem, um princípio de incêndio foi controlado na sala dos operadores da plataforma P-50, a mesma que passa por momento de muita apreensão com um grande número de infectados pelo novo coronavírus.”. (FUP – Federação Única dos Petroleiros).

De acordo com relatos iniciais, o fogo começou em um computador e foi eliminado pelos trabalhadores com extintores. Não houve feridos. A emergência, no entanto, provocou a aglomeração dos petroleiros e petroleiras a bordo na sala de reunião — o que gerou preocupação em razão da condição sanitária crítica da unidade.

A recorrências de acidentes nas plataformas de petróleo indicam uma política de sucateamento da maior estatal e empresa brasileira pelo governo golpista e pró-imperialista de Jair Bolsonaro. Essa é uma forma tradicional de preparar a privatização, alegando ineficiência de resultados. A situação na plataforma já era dramática, pois os trabalhadores enfrentavam um surto de Covid-19 que se espalhou com a total conivência da direção da empresa.

O descaso da direção da empresa com a plataforma P-50 é significativa para o objetivo do governo golpista com a Petrobrás. A Plataforma P-50 fica no campo petrolífero de Albacora Leste, localizado na Bacia de Campos. A Petrobras é a operadora do campo, no qual tem 90% de participação, sendo que a empresa Repsol possui 10%.
O início da produção do campo foi em 21 de abril de 2006, através da plataforma P-50, e marca o início do período de autossuficiência brasileira em petróleo.

A P-50 é um FPSO, sigla de Floating, Production Storage and Offloading, unidade que possui a característica de produzir, processar, armazenar e escoar óleo e gás. É a unidade flutuante de maior capacidade do Brasil, podendo produzir até 180 mil barris diários de petróleo e apresentando capacidade para comprimir seis milhões de metros cúbicos de gás natural e estocar 1,6 milhão de barris de petróleo. A plataforma tem comprimento de 337 metros, calado (altura submersa) de 21 metros e 55 metros de altura total (equivalente a de um prédio de dezoito andares).

A única possibilidade de reversão da política de destruição do patrimônio nacional será através de uma enorme mobilização da classe operária brasileira para derrotar a burguesia golpista e entreguista brasileira e o imperialismo.

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