Transporte público
Nesta sexta (25), ex funcionários da empresa de ônibus Veleiro realizaram um protesto cobrando salários e direitos trabalhistas atrasados
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Ex-funcionários da Veleiro fazem novo protesto na Fernandes Lima, em Maceió | Foto: Pedro Ferro/TV Gazeta
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Ex-funcionários da Veleiro fazem novo protesto na Fernandes Lima, em Maceió | Foto: Pedro Ferro/TV Gazeta

Nesta sexta-feira dia 25 de setembro, ex funcionários da empresa de ônibus Veleiro realizaram um protesto cobrando salários e direitos trabalhistas atrasados. Esse é segunda manifestação dos trabalhadores demitidos a 7 meses, que ainda aguardam pelos seus direitos, a anterior foi no mês de agosto.

Os trabalhadores fecharam as faixas azuis, exclusivas para ônibus nos dois sentidos da Avenida Fernandes Lima, em Maceió. A manifestação teve início às 7 horas e foi desmantelada de forma bastante truculência pela Polícia Militar por volta das 9:30, com balas de borracha e bombas de efeito moral, resultando em 3 pessoas feridas.

O manifestantes perdem o pagamento dos salários atrasados, férias, o recolhimento do FGTS e outros direitos trabalhistas dos 140 trabalhadores demitidos, número que representa um corte de 25% do contingente e segue sem receber suas verbas rescisórias. 

Em nota a empresa não apresentou uma solução real para o quadro que seria o pagamento devidos aos trabalhadores, ela ainda condena manifestação. “A conduta desses manifestantes ultrapassa o direito constitucional de manifestação e viola o direitos dos outros” e tenta jogar o ônus da situação caótica sobre os trabalhadores e o sindicato da categoria “Se todos os problemas tiverem que ser resolvidos desta forma, a sociedade viverá em anarquia”.

A empresa tentar qualifica a ação combativa como criminosa “os fatos praticados pelos manifestantes podem, em tese, ser configurados como crime de coação no curso do processo, de atentado contra o funcionamento do Transporte Público, de dano contra o patrimônio público e privado.”

Parte da nota chega a ser irônica, ao passar 7 meses quitar as verbas rescisórias e afirmar “que a empresa Veleiro também é interessada que não ocorram litígios e eventos como os ocorridos hoje”

Mas esse trecho da nota é esclarecedor: “O cenário econômico do Brasil é crítico em virtude da pandemia provocada pelo COVID-19 que atingiu vários segmentos econômicos, inclusive o segmento da Veleiro, o qual já vem sofrendo desequilíbrio econômico-financeiro há algum tempo.”

Ficar claro o que querem o prefeito e os patrões da Veleiro, que é tirar proveito da situação invocando suposto desequilíbrio econômico-financeiro e abocanhar ainda mais recursos públicos do estado e da prefeitura. Política que segue a orientação geral da burguesia, que neste momento de crise é retirar ainda mais recursos da população.

Temos que exigir a imediata reintegração dos trabalhadores demitidos, bem como o devido pagamentos dos salários e demais direitos trabalhistas. Se os capitalistas não conseguem manter a empresa então quer seja expropriada para continuar atendendo as necessidades da sociedade.

Transporte é um direito primordial da população, que consta inclusive no Art. VI da Constituição Federal, como um direito social. Portanto, deve ser público e gratuito. É necessária a mobilização da categoria para ter atendida seus direitos, bem como do restante da população para que o transporte venha atender as necessidades da população, e não de um punhado de capitalistas.

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