Sem patrões e governo golpista
A data internacional dos trabalhadores em todo o mundo deve afirmar o seu caráter classista e de luta contra os capitalistas, sem nenhuma concessão aos exploradores
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Registro de um ato de 1º de maio. |

O Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio, no Estado de São Paulo está convocando os trabalhadores dos setores de frigoríficos a participarem do ato de 1º de maio, um dia mundial de luta da classe trabalhadora, organizado pelo Partido da Causa Operária.

A data internacional dos trabalhadores em todo o mundo deve afirmar o seu caráter classista e de luta contra os capitalistas, sem nenhuma concessão aos exploradores.

Nesse ano, os trabalhadores, mais uma vez, devem se espelhar nessa experiência histórica da classe trabalhadora, como por exemplo, a luta dos trabalhadores de Chicago em 1886, onde não se curvaram diante dos ataques sofridos pelos patrões da época. Mostraram que a conciliação com os patrões não resultava em nada de beneficio aos trabalhadores.

No período em que estamos vivendo, nos tempos da pandemia do coronavírus, patrões e seus governos estão desferindo um dos maiores ataques jamais vistos ao conjunto dos trabalhadores. Entre várias outras medidas que fazem os trabalhadores, cada vez mais de escravos, criaram, recentemente, a medida provisória 936/2020 suspendem o contrato de trabalho, e confiscam os salários quase a zero, além de posteriormente perderem o emprego. Querem matar os trabalhadores de fome ou pelo covid-19.

No setor dos frigoríficos, onde o governo golpista do fascista Bolsonaro o incluiu como setor essencial, só que não para os trabalhadores e a população explorada, estão impondo condições de trabalho que poderão resultar em uma mortandade sem precedentes.

Ontem (29), a cidade de Passo Fundo, município do Rio Grande do Sul foi palco de uma denuncia da situação criminosa contra os patrões do grupo JBS/Friboi que estão deixando seus funcionários, que normalmente são tratados como escravos, bem como seus familiares totalmente vulneráveis ao contágio do coronavírus.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) confirmou que 19 funcionários do frigorífico dessa cidade tiveram diagnóstico positivo para coronavírus e outros 15 são considerados suspeitos. Além disso, dois familiares de colaboradores morreram pela doença.

É em circunstancias como essa que os trabalhadores em frigoríficos estão vivendo e, o primeiro de maio deve ter um caráter de luta, no caso desses trabalhadores, não há outra discussão a não ser a paralização imediata da fábrica, para evitar que os donos do grupo JBS/Friboi venham cometer um assassinato em massa na empresa.

O 1º de maio não pode ter um caráter de conciliação de classes e ser restrito aos sistemas de comunicação por internet, como vários grupos pretendem realizar, incluindo CUT e outras centrais e sindicatos. Querem inclusive incluir no palanque virtual, os golpistas que tiraram Dilma Rousseff da presidência da república através do impeachment, sem nenhuma prova e prenderam o ex-presidente Lula por 580 dias, também, sem provas, figuras como Rodrigo Maia, Fernando Henrique Cardoso o pai das privatizações no país, Davi Alcolumbre que congelou os salários dos servidores públicos, João Doria que, entre vários crimes cometidos, em pleno inverno de São Paulo, jogou água em moradores de rua; Wilson Witzel, assassino do povo, que se utiliza até de helicóptero caveirão para atirar na população, no Rio de Janeiro, entre outros, como o próprio governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ocultou o quanto pode a tamanha catástrofe no JBS/Friboi entre outros.

Os trabalhadores em frigoríficos se juntaram com várias outras categorias, como os integrantes da Corrente Nacional Causa Operária, Ecetistas em Luta, municipários, metalúrgicos, professores estaduais e estaduais da Corrente Educadores em Luta, movimentos populares, Aliança da Juventude Revolucionária, Coletivo de Negros João Cândido, Coletivo Rosa Luxemburgo, entre outros, pois esse é um dia de luta da classe trabalhadora que tem como objetivo, o de impulsionar a mobilização contra os desmandos dos patrões e a derrota dos governantes golpistas, a exemplo do Bolsonaro.

Os mártires de Chicago lutaram, foram presos e morreram naquela época para não ficarem sob o jugo dos patrões. Hoje, os patrões estão cometendo um genocídio ao conjunto da classe trabalhadora e da população explorada, portanto o primeiro de maio deve que ter esse caráter de luta para derrotar os patrões e não de conciliação com eles.

Fora o Bolsonaro e todos os golpistas e eleições gerais!

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