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Reconhecimento

Trabalhadores do mundo se solidarizam com Cuba

Movimentos populares e ativistas de diversos países devolveram um pouco do que Cuba deu a seus países

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Cuba sofre 60 anos de bloqueio econômico do imperialismo – Foto: Samuel Negredo

Márcia Choueri, correspondente em Havana

Em mais de 60 anos, esta foi a segunda vez que o 1º de Maio não foi celebrado com festa nas ruas, em Cuba. A primeira foi no ano passado, também por causa da pandemia.

Este ano, realizou-se junto com o Encontro Internacional de Solidariedade a Cuba, em formato virtual, nos dias 30 de abril e 1º de maio, reunindo militantes, dirigentes e organizações de todos os continentes. O evento internacional dividiu-se em: Europa, Ásia e Pacífico, África e Oriente Médio, e América. Do mundo inteiro, chegaram demonstrações de gratidão a Cuba, por seus gestos de solidariedade, nesses 60 anos.

Bun Tien, representante do Cambodja, agradeceu a chance de se formar em Inglês pelo Instituto Superior de Camagüey, e de hoje trabalhar como professor numa universidade de seu país. Além disso, como dirigente da Associação dos Cambojanos Formados em Cuba, testemunha sua participação em todos os embates da Ilha contra o imperialismo: a luta pela volta do menino Elián González, há 20 anos; pela libertação dos Cinco Heróis, presos nos EUA; pelo levantamento do imoral bloqueio, que um governo estadunidense após o outro mantêm contra Cuba.

O representante do Vietnã lembrou o apoio de Fidel Castro a seu país, durante a sangrenta guerra imperialista dos Estados Unidos contra eles.

Taleb Alisalem, da União de Jovens da República Árabe Saaraui Democrática, aproveitou a oportunidade para “mandar novamente nossos agradecimentos ao povo e à Revolução de Cuba, por seu sincero e eterno apoio ao nosso povo e a nossa Revolução. Meu país, o Saara Ocidental, é considerado a última colônia na África, já que, desde 1976, estamos sofrendo uma brutal invasão imperialista pelo reino do Marrocos […] sempre apoiada pela França e Estados Unidos”.

A jovem representante do Timor Leste, também formada em Cuba, encerrou assim seu depoimento: “Além das matérias da escola e como ser um bom professor, aprendemos também como ser um ser humano que ajuda aos demais sem esperar nada em troca, aprendemos como conviver, sobreviver e compartilhar. E, o mais importante, como ser um cidadão que ama sua pátria e ter um espírito de humanista, um cidadão responsável por seu trabalho, seus estudos e suas tarefas. Todos esses valores, nós temos, e espero que possamos contribuir para melhorar a qualidade da educação no Timor Leste. Feliz dia dos trabalhadores e até a vitória sempre!

Do Uruguai ao Canadá, representantes de toda a América expressaram seu apoio a Cuba e destacaram a importância de romper com o conceito de um mundo unipolar, em que as políticas neoliberais imperam, oprimindo os países pobres e os trabalhadores de todas as latitudes.

Marcelo Abdala, secretário-geral da Central Única das Trabalhadoras e Trabalhadores Uruguaios, expressou o apoio incondicional a Cuba e contra o bloqueio, e aproveitou para “enfatizar que não é suficiente manter as matrizes produtivas dependentes de nossos países, para promover, no progressismo, um pouco mais de distribuição de riqueza, mas que temos de matrizar as mudanças a favor do povo, na integração da América Latina, […] em processos que sejam vias de aproximação a tarefas de libertação nacional e social de nossos povos”.

Adriana Jasso, residente nos Estados Unidos, é representante de União do Bairro, organização política de mexicanos e latino-americanos que lutam por sua autodeterminação em território usurpado pelo imperialismo estadunidense, durante sua guerra de expansão de 1848. Denunciou que “nós, os mexicanos que vivemos nos Estados Unidos, conhecemos bem o terrorismo que o próprio império impõe, ao separar famílias na fronteira e aterrorizar a famílias trabalhadoras, por ação das suas autoridades migratórias; ao cometer execuções extrajudiciais contra nossas comunidades mexicanas e afrodescendentes; ao privar trabalhadores essenciais de acesso a assistência médica e de animar grupos supremacistas nas fileiras do seu exército e corpos de ordem pública”. Ademais de denunciar as agressões dos governos estadunidenses contra Cuba, ela agradeceu à Ilha pelo envio de uma brigada do contingente Henry Reeve ao México, para lutar contra a Covid-19.

O companheiro argentino Julio Durval Fuentes, do Comitê Executivo da CLATE – Confederação Latino-americana e do Caribe de Trabalhadores Estatais, fez uma extensa e bem fundamentada análise da situação atual em nossa região. Em sua denúncia, expôs os mecanismos de endividamento dos países pobres e a exploração de nossos recursos naturais, citando Eduardo Galeano que, em sua obra As Veias Abertas da América Latina, mostrou como “a região existe a serviço das necessidades alheias”. Analisa também o quanto a pandemia veio agravar essa situação, a que a maioria de nossos governos não soube responder. A grande esperança – uma vacina – fica cada vez mais distante do mundo subdesenvolvido, tendo em vista que os países ricos acapararam 50% da produção mundial para este ano. Ele lembra que, em contraste, Cuba foi o único país da América Latina a produzir seus próprios candidatos vacinais, além de ter mandado 50 brigadas médicas a 40 países, para minorar os efeitos da epidemia de Covid-19. E completa: “Creio que este contraste, entre países ricos que acaparam mais do que necessitam e uma nação pequena, […], como Cuba, que dispôs seus escassos recursos ao desenvolvimento científico e à saúde pública como nenhum outro, é eloquente. Por isso, uma vez mais, […] dizemos: NÃO ao bloqueio criminal e genocida que os Estados Unidos mantêm há mais de 60 anos contra o povo cubano”.

Esses poucos exemplos resumem por que Cuba é credora de tantos agradecimentos, pois, como disse o Comandante Fidel Castro, os cubanos não dão o que lhes sobra, eles compartilham o que têm. Por outro lado, também demonstram que a sanha do imperialismo por destruir esta pequena ilha, de escassos recursos, mas muita coragem e resistência, se origina no medo dos poderosos a este exemplo de que outro mundo é possível, com mais justiça e equidade.

Por isso e muito mais, os trabalhadores do mundo dizem a uma voz: NÃO ao bloqueio!

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