Unidade Cassi AP e CliniCassi Macapá
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Entre os dias 17 e 27 de maio último realizou-se a segunda consulta de alteração no estatuto da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), a categoria, mais uma vez, derrotou a proposta dos prepostos do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, à frente do Banco do Brasil de liquidar com o plano de saúde dos trabalhadores, na tentativa de pavimentar o caminho para a entrega de um patrimônio construído pelos funcionários do BB para os capitalistas, com o voto de 80% dos trabalhadores da ativa e aposentados aptos a votar.

A derrota dos golpistas mesmo (que contou com a colaboração, equivocada, de entidades dos trabalhadores) depois de ter despejado uma intensa propaganda terrorista a favor do “sim” através de centenas de milhares de panfletos da Cassi e das entidades dos trabalhadores, distribuídos nos locais de trabalho e nas residências, além da profusão de comunicados internos diários emitidos pela empresa, pressão de gerentes e administradores, etc., recebeu uma resposta de um sonoro não de 68% dos votantes. Somando os votos não , brancos, nulos e abstenções, foram 168.580 trabalhadores da ativa e aposentados; em contrapartida o sim obteve apenas 55.444, perfazendo 32% do total de funcionários aptos a votar.

Não foi por acaso que, mais uma vez, a grande maioria dos funcionários do BB rejeitaram a proposta da direção golpista do banco, pois sabem muito bem que a mudança é um ataque sem precedentes que visa liquidar com a Cassi, e abre caminho para transformar em um plano de saúde de mercado, tudo que os bancos privados, nacionais e internacionais querem.

É necessário destacar que os ataques dos golpistas irão continuar, pois se trata, além de entregar para os capitalistas um patrimônio que gera uma receita de mais de R$ 5 bilhões anuais com mais de 850 mil participantes, preparar a privatização do banco.

Cabe aos trabalhadores do Banco do Brasil e suas organizações barrar mais esse ataque do governo golpista e organizar uma gigantesca mobilização pelo controle do plano unicamente pelos trabalhadores.

 

 

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