Greve dos bancários
Direção golpista do Banco do Brasil acionou a PM na tentativa de barrar a luta da categoria bancária contra a ofensiva reacionária da direita
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução

Os trabalhadores do Banco do Brasil, de todo o país, realizaram nessa quarta-feira (10) uma paralisação de 24h contra a política da direção golpista da empresa de reestruturação que já demitiu mais de 12 mil funcionários.

Depois da greve, também, de 24h realizada no dia 29 de janeiro, os bancários do Banco do Brasil retomaram a paralisação nesse dia 10 de fevereiro, com o objetivo de intensificar a luta para barrar a reestruturação que acontece, desde o início do golpe de estado de 2016, onde já foram jogados no olho da rua, através dos famigerados Planos de Demissões “Voluntárias”, cerca de 12 mil funcionários, o fechamento de centenas de agências, postos de atendimento e dependências administrativas, que tem como consequência o rebaixamento salarial com o descomissionamento em massa, transferência compulsória de trabalhadores para outras localidades, mudança na forma de remuneração dos Caixas Executivos; um conjunto de ataques que tem como propósito preparar o banco para a sua privatização.

Em Brasília as paralisações, com piquetes, aconteceram em várias agências localizadas nas diversas cidades do entorno e no Plano Piloto.

No Edifício Sede I e Sede III, localizada no Setor Bancário Sul, foi realizado, desde às 6h, um vigoroso piquete com o objetivo de impedir a chegada dos carros fortes no setor de valores, e barrar, através dos comitês de convencimento, a entrada no setor de monitoramento do banco; piquete esse que contou com a colaboração de diversas categorias ligadas à CUT/DF, tais como os Vigilantes, Rodoviários, Correios, Serviços, etc., categorias essas que também estão sendo diretamente impactadas com o fechamento de agências, como os vigilantes e de serviços.

A direção do banco vendo a situação, logo acionou o aparato das forças de repressão, diga-se Polícia Militar, do governo do DF, do também fascista Ibaneis Rocha, com o objetivo de dispersar com o direito legítimo dos trabalhadores, com pancadaria, gás de pimenta, ou seja, os tradicionais métodos da direita fascista de impedir a manifestação da classe trabalhadora contra mais esses ataques do banco.

As paralisações, que ocorreram até agora no Banco do Brasil, mostram que há uma tendência latente de mobilização na categoria dos bancários, em dar uma resposta à política dos banqueiros e seus governos, que está executando uma política de terra arrasada para os trabalhadores, comparável, somente, aos anos do famigerado governo de FHC (PSDB), que teve como consequência na categoria bancária, a privatização de praticamente todos os bancos estaduais (doados para os bancos privados), a implantação dos PDV’s, o que ocasionou a demissão de centenas de milhares de trabalhadores bancários, congelamento salarial por 8 anos, etc.

Devido às manifestações está marcada para essa quinta-feira (11) uma rodada de negociação com a direção do banco com os representantes das organizações de luta da categoria.

É preciso ter claro que as reivindicações dos trabalhadores só poderão ser atendidas com a intensificação e a radicalização dos trabalhadores.

Da mesma forma que os banqueiros vêm atacando os trabalhadores do Banco do Brasil, fazem o mesmo com os da Caixa Econômica Federal, bancos estaduais, BNDES, bancos privados, ou seja, de toda a categoria.

É necessário organizar um forte movimento nacionalmente com vistas a reunir o conjunto da categoria e chamar uma greve geral da categoria, conjuntamente com as diversas outras categorias que estão no mesmo processo, tais como os petroleiros, metalúrgicos, eletricitários. É preciso ocupar as fábricas e agências bancárias, paralisando as atividades das empresas. Somente a luta e a mobilização poderão barrar os ataques dos patrões.

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