Vale do Silício
Batendo de frente contra a política antissindical das empresas de tecnologia dos EUA, a criação do sindicato é um passo importante na organização dos trabalhadores do setor.
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A multinacional de serviços pela internet e software exerce um verdadeiro monopólio no setor. | Foto: Domínio Público

O Vale do Silício é uma região da baía de São Francisco nos Estados Unidos que concentra empresas de alta tecnologia. As sedes de empresas como Intel, Apple Inc., Hewlett-Packard, Google e Facebook, entre muitas outras, estão localizadas nessa região praiana da Califórnia.

As relações de trabalho nessas empresas do Vale do Silício é marcada por uma política antissindical bastante dura. Por isso, a notícia da criação do Sindicato de Trabalhadores da Alphabet chamou a atenção no mundo inteiro. A Alphabet Inc. é justamente a empresa-mãe do Google, criada em 2015 para reestruturar a relação do Google com suas empresas subsidiárias.

Para se ter uma noção do nível de controle antidemocrático exercido sobre os trabalhadores no país mais rico do mundo, a organização do sindicato foi feita em segredo por quase um ano. Esse nível de terror é obviamente um fator que ainda afasta muitos trabalhadores pelo medo de represálias dessas poderosas empresas.

Primeiros passos

O novo sindicato tem um status rebaixado por representar ainda uma pequena parte dos mais de 260 mil empregados e prestadores de serviço da empresa. Essa condição mantém a gigante da tecnologia desobrigada de sentar na mesa de negociações com o sindicato. Mas por outro lado, o sindicato está afiliado ao forte Communications Workers of America (CWA) que reúne trabalhadores de telecomunicações e mídia nos Estados Unidos e no Canadá.

A criação do inédito sindicato obviamente não foi um raio em céu azul, nos últimos anos a organização dos trabalhadores do setor tem evoluído rapidamente. Em geral, a motivação para um maior engajamento tem sido a discriminação salarial, os inúmeros casos de assédio sexual e até a forma como essas empresas lidam com as minorias. Em 2018, por exemplo, mais de 20 mil trabalhadores do Google fizeram uma greve em protesto contra a política da empresa em relação ao assédio sexual.

Essa tendência de organização na região já foi expressa por trabalhadores de outras empresas, como Amazon, Salesforce e Pinterest, entre outras. Com o avanço da crise econômica, essa tendência pode ganhar novo impulso .

Atuação do Google

A tolerância zero do monopólio Google em relação a qualquer crítica ou pedido por mudanças por parte dos seus empregados tem sido um fator que motiva a organização coletiva. Sozinhos, muitos já foram demitidos ao expor suas críticas.

Para além da defesa dos próprios direitos, os profissionais do setor de tecnologia de ponta têm se organizado para confrontar ações como o desenvolvimento de projetos de inteligência artificial para as Forças Armadas dos Estados Unidos. O projeto Maven, por exemplo, foi desenvolvido pelos trabalhadores do Google para auxiliar o funcionamento de drones e integrado a um sistema de combate da Força Aérea. Ou seja, através do uso de inteligência artificial, a seleção de alvos para execução será feita por computadores.

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