Trabalhadores da colheita da Suzano Papel e Celulose realizam paralisação contra jornadas de até 14 horas no Extremo Sul da Bahia

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Os trabalhadores da colheita florestal da Suzano Papel e celulose paralisaram suas atividades por volta das 3h40 da manhã do dia 3 e não tem prazo para terminar. Os trabalhadores reivindicam melhorias na escala de trabalho.

A Suzano obriga os trabalhadores a ficar a disposição da empresa por até 14 horas por dia para manter a produção. O Sindicato dos Trabalhadores da Extração de Madeira do Extremo Sul da Bahia (SINTREXBEM) informa que a empresa até o momento não houve posicionamento da empresa e que o movimento dos trabalhadores segue firme.

A empresa Suzano é conhecida pela população local por não respeitar os direitos das comunidades e população rural da região do Extremo Sul da Bahia. São muitas denuncias de contaminação de recursos hídricos, desrespeito a famílias quilombolas e indígenas e, também posseiros da região.

O desrespeito com a população da região também se dá com os trabalhadores da empresa, seja na área industrial ou na parte florestal da empresa. A empresa está se aproveitando que os golpistas estão atacando a legislação trabalhista e os sindicatos, para atacar ainda mais os trabalhadores através de jornadas extenuantes e aumento da exploração dos trabalhadores.

A jornada de até 14 horas de trabalho remonta os tempos da escravidão e deve ser combatido duramente pelos trabalhadores e pelo sindicato.