Trabalhadores da carne e do frio realizarão assembleia na próxima quarta-feira (14/11)

charque - 03-08-2018

No último dia 12 de novembro, os trabalhadores das indústrias de carne, derivados e do frio tiveram reunião com os patrões deste setor industrial, para discutir a pauta da campanha salarial referente ao período de 2018/2019 (a data base dos trabalhadores em frigoríficos é primeiro de novembro).

Todos os aumentos de produtos e serviços, em média, tiveram um aumento muito acima da estipulada e manipulada inflação que, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice que os patrões utilizam para discutir o reajuste nas campanhas salariais, foi de quatro por cento.

A gasolina teve majoração de seu preço em mais de 30%, gás de cozinha está com um valor absurdamente elevado, maior ainda, do que a gasolina, a maioria dos produtos alimentícios foram reajustados em percentuais acima de 10%, a carne, no ano de 2017 já havia ultrapassado os 20% e neste ano está seguindo para algo bem parecido.

Apesar de os patrões aumentarem seus produtos quanto e quando bem querem, na reunião desta segunda-feira (12) já vieram com choradeira de que só podem oferecer o reajuste de acordo com a regra do governo, de acordo com a inflação manipulada do governo golpista de plantão, ou seja, quatro por cento, o que, diga-se de passagem, a regra só serve para os trabalhadores.

Estes que tem de esperar durante um ano inteiro para que seu salário seja reajustado, enquanto, praticamente todos os meses, os patrões, que financiaram o golpe no país, aumentam o preço da carne e seus derivados.

Assim, os trabalhadores exigem:

39,5% de reajuste salarial, o que inclui perdas desde o governo Fernando Henrique Cardoso;
Salário mínimo de R$ 4.000,00 que contemple as necessidades do trabalhador e sua família;
35 horas semanais de trabalho sem redução nos salários;
Cesta básica de 45 kgs e de qualidade; e
Convênio médico gratuito para o trabalhador e seus familiares

A primeira reunião já demonstrou que os patrões, longe de querer discutir as reivindicações, querem continuar com a choradeira, portanto o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo, estará realizando, ainda nesta semana, assembleia geral para discutir os próximos rumos da campanha salarial da categoria.

Não ao salário de fome imposto pelos patrões.