Regime de escravidão
Enquanto seu dono detém a maior riqueza pessoal do mundo, a Amazon faz de seus armazéns uma verdadeira senzala
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Logotipo da Amazon | Foto: Reprodução

Em um artigo reproduzido pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) na última sexta-feira (27) é enfatizado sobre uma ação contra a Amazon devido às péssimas condições de trabalho em mais de 15 países do mundo. Segundo a Industriall Global Union, (Federação Sindical Global), aproveitando-se da Black Friday.
Convocados pelo sindicato, cerca de 2.500 funcionários alemães da Amazon entraram em greve nesta quinta-feira (26). Protestos também estão marcados em alguns lugares no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, México, Índia e Austrália.
Os trabalhadores exigem que a Amazon mude suas políticas e pague os trabalhadores de acordo com a riqueza crescente da empresa, introduza intervalos adequados para garantir um trabalho seguro, amplie a licença médica paga a todos os trabalhadores, acabe com a quebra sindical, respeite os direitos dos trabalhadores de se organizar e pare imediatamente com todas as formas de espionagem de trabalhadores e organizações.
O artigo relata ainda que, somente em um curto período foi que os trabalhadores receberam reajuste salarial, enquanto o dono da Amazon acumula enorme fortuna em lucro. A riqueza pessoal do dono Amazon, Jeff Bezos é nada mais, nada menos do que US$ 200 bilhões, sendo assim, o homem mais rico do mundo. Fruto da super exploração dos trabalhadores, enquanto seus funcionários, em seus armazéns espalhados pelo mundo recebem salários miseráveis.
As péssimas condições de trabalho e o ritmo acelerado dos funcionários causam sérios danos à saúde e sequelas irreparáveis, mas os capatazes da empresa não aliviam e forçam mais e mais os trabalhadores.
Nem diante da pandemia há qualquer proteção aos trabalhadores, o que vem ocorrendo grande quantidade de operários contaminados e mortos.
Terceirização
Na empresa há um enorme contingente de operários terceirizados, autônomos, a informalidade é o que impera dentro dos armazéns, ou seja, literalmente o regime de escravidão.
Os trabalhadores são intimidados e demitidos, quando esboça qualquer indignação contra o regime escravocrata vigente.
Conforme relata o artigo, a prática sindical nos armazéns da Amazon é algo impraticável. Há uma perseguição implacável aos sindicatos, não há respeito nenhum ao direito dos trabalhadores de se organizarem enquanto classe em seus sindicatos e, quem se atreve acaba sendo perseguido e até demitido, ou seja, se utilizam de várias formas de espionagem de trabalhadores e organizadores.
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) esse nome é abominado pala direção, pelos os capatazes. Essa questão já fez com que inúmeros trabalhadores fossem demitidos por manifestarem questões relativas à saúde e segurança dos trabalhadores e clientes da Amazon, por se envolverem em esforços de organização coletiva ou devido à aplicação seletiva de políticas internas.
Lembrar que a Amazon foi uma das empresas que se propôs a adquirir a estatal Empresa de Correios e Telégrafos do Brasil, das mãos do governo golpista do fascista Bolsonaro. Da para ver o retrato da situação dos mais de 90 mil trabalhadores que compõem o quadro de funcionários dos Correios e o tratamento imposto esses trabalhadores.
Em suma, os armazéns podem, tranquilamente serem chamados de senzalas, como nos tempos coloniais, no caso do Brasil, mas que servem como modelo para o restante do mundo.
É preciso realmente denunciar tamanhas arbitrariedades impostas ao conjunto dos trabalhadores, nesse caso, não só no Brasil como em vários países, nesse sentido, as demais localidades onde têm essa empresa deve se organizar através da greve, a exemplo dos operários da Alemanha.

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