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Meio ambiente
Trabalhadoras rurais realizam atividade de luta por espaço de trabalho
O trabalho das mulheres, de uma forma geral, é sempre visto como não tão necessário. Por isso, essas trabalhadoras rurais se juntaram para mostrar a importância de suas atividades
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Meio ambiente
Trabalhadoras rurais realizam atividade de luta por espaço de trabalho
O trabalho das mulheres, de uma forma geral, é sempre visto como não tão necessário. Por isso, essas trabalhadoras rurais se juntaram para mostrar a importância de suas atividades
Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos. Foto: Reprodução
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Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos. Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (1), trabalhadoras rurais iniciaram uma campanha chamada Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, que se estenderá por 15 dias, a fim de dar maior visibilidade ao trabalho das mulheres do campo e para desenvolvimento sustentável. O conteúdo da campanha irá abordar diferentes temas, todos relacionados à imprescindível atividade das mulheres na produção de alimentos saudáveis, como líderes e empreendedoras. O tema dessa quinzena de atividades é “O futuro é junto com as mulheres rurais”.

Logo no primeiro dia de atividades, a campanha mostra a desigualdade de oportunidades de trabalho no campo, deixando claro que é preciso acabar com esse obstáculo, principalmente porque as mulheres representam metade da população da América Latina e Caribe. Mas, mesmo as mulheres sendo responsáveis pela produção de 60% a 80% dos alimentos que são consumidos na região, o acesso aos recursos produtivos é bem menor, como crédito e assistência técnica. O International Finance Corporation fez um levantamento que mostra que, em nível mundial, existe uma brecha de apenas US$ 287 milhões para o financiamento de pequenas e médias empresas comandadas por mulheres.

Essa campanha, coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ainda tem, como principal objetivo, expor a importância do trabalho realizado por pescadoras, agricultoras, extrativistas, indígenas e afrodescendentes. Tudo isso em parceiria com a FAO, a ONU Mulheres, a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção-Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.

O que essas mulheres pretendem buscar, além da afirmação de seus direitos como trabalhadoras rurais, se resume às condições para que haja igualdade de gênero nesses serviços, além do fim da pobreza rural e o fácil acesso delas em questão de recursos financeiros, para que as mulheres do campo tenham mais participação na ciência e no uso de novas tecnologias. Muitas vezes, a sociedade acaba por invisibilizar a existência das mulheres que trabalham no campo, além de suas necessidades específicas que diferem um pouco das trabalhadoras urbanas, daí a importância dessa atividade, já que as mulheres são parte essencial do mercado de trabalho.

Para isso, algumas metas foram estabelecidas para os próximos dez anos, como “criar um ambiente político propício para fortalecer a agricultura familiar, fomentar a igualdade de gênero e o papel das mulheres rurais, impulsionar as organizações de produtores, melhorar a inclusão socioeconômica, a resiliência e o bem-estar dos agricultores, famílias e comunidades rurais e inovar em favor do desenvolvimento territorial e sistemas alimentares que protejam a biodiversidade, o meio ambiente e a cultura”.

É de extrema importância que as trabalhadoras do campo se juntem numa luta que busque maior visibilidade e fomento do Estado para suas atividades tão necessárias para a América Latina, e para que essas metas sejam possíveis, contudo, é importante que haja uma luta contra o governo reacionário que está no poder e que vem favorecendo as empresas estrangeiras, ao invés de levantar a economia brasileira, numa clara política que visa transformar o Brasil numa colônia de exploração do imperialismo.