Tortura, assassinato, prisões e muito mais: a extrema-direita está de volta e é preciso combatê-la!

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Para aqueles que acreditam que a extrema-direita está agindo somente nos países latino-americanos, que os europeus e americanos chamam de selva, estes estão completamente enganados. Apesar de na América Latina a extrema-direita chegar ao poder através de fraudes eleitorais, amplamente financiadas pelos norte-americanos. Nos Estados Unidos e Europa, a extrema-direita já se encontra presente no parlamento ou na presidência. A prática da tortura , assassinato e prisões já começaram a acontecer nos países “cheirosos” e “democráticos”, o que prova que a democracia burguesa é uma farsa.

A tortura, mesmo sendo crime de guerra, é ainda prática na Europa. Após traição de Lenín Moreno à esquerda equatoriana, o atual presidente do Equador entregou Assange, que se encontrava sob asilo político na embaixada do Equador, à polícia britânica. Especialistas da Organização das Nações Unidas identificaram sinais de tortura psíquica sobre Assange. Assange trouxe à luz os crimes do governo norte-americano nas guerras do Oriente Médio, na intervenção política dos países latino-americanos e no financiamento de grupos de extrema-direita na Europa Oriental. Assange foi acusado de estupro na Suécia, e foi preso e torturado na Inglaterra. Suécia, Inglaterra e Estados Unidos demostram que o imperialismo age de conjunto e internacionalmente.

Outro caso bizarro é o de Cesare Battisti, que negou durante 40 anos o seu envolvimento no assassinato de duas pessoas na Itália, durante sua participação no Proletari Armati per il Comunismo. As “provas” contra Battisti são testemunhais ao estilo Lava-Jato, feitas por uma pessoa que se encontrava presa, Mutti, companheiro de Battisti no Proletari Armati per il Comunismo. Segundo Battisti: “a cada dia prisioneiros desapareciam sem razão, para retornar após meses, embrutecidos e mudos, ou não retornavam. Tomei consciência de que as leis não seriam nunca normais para nós. Por causa disso, e apenas por isso, tomei a decisão de fugir”. Battisti conseguiu asilo na França e no Brasil, sendo extraditado por governos de direita à extrema-direita, após reverem acordos de maneira ilegal. Estranhamente, Battisti admite seu crime após ser preso na Itália por um governo de extrema-direita.

Os Estado Unidos são um país que ama tanto imigrantes, que coloca crianças imigrantes em jaulas. Caso um cidadão americano tente ajudar um ser humano deixando água no deserto, essa pessoa será certamente presa, e o motivo será “degradação ambiental nos parques nacionais”. É o “ambientalismo” a serviço do capital.

A política de prender quem ajuda imigrantes não é uma exclusividade dos Estados Unidos. Na Itália, o prefeito Mimmo Lucano foi preso, acusado de promover casamentos ilegais entre imigrantes e italianos. Lucano montou um experimento bem sucedido na Itália, ao qual pessoas de diferentes culturas e etnias são capazes de trabalharem em cooperação. Entretanto, isso desmontava o discurso fascista, racista de que os imigrantes estavam roubando empregos e destruindo cultura local.

“A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda com farsa”, escreveu Karl Marx. Será que a Europa realmente aprendeu o que é o fascismo e a Alemanha o nazismo a ponto de não permitir que isso se repita? Isso poderia ser realidade para o povo judeu, mas como se esqueceram que os povos muçulmanos também são semíticos, o “bode expiatório” da vez seja os refugiados. No modelo clássico de fascismo, os grupos fascistas executavam os políticos do partido socialista em suas casas. O método não se alterou, além da demagogia do AFD (Alternative für Deutchland) de criar o ultranacionalismo através do “Alemanha para os alemães”; agora a extrema-direita assassina deputados. Após defender refugiados, Walter Lübcke foi executado a tiros em sua casa. Mesmo em uma país onde a população está constantemente sob vigilância, onde a polícia sabe localização de todos, o que cada um fala, o que cada um compra, não sabe quem assassinou o político. Os eternos processos de investigação anseiam o esquecimento da população, os criminosos sempre somem debaixo dos olhos do aparato de repressão do Estado capitalista quanto o ataque é ao povo e seus partidos.

Para mostrar que o ocorrido não é exceção, e que para os grupos fascistas não há limites para locais ou brutalidade, o prefeito Pawel Adamowicz foi morto a facadas, em meio a público, durante evento beneficente. Adamowicz era favorável a integração dos refugiados na Polônia. Sem provocar surpresas, pois já conhecemos que a polícia faz parte dos movimentos fascistas, pois são financiados e organizados pela burguesia, esta polícia descobriu que o assassino agiu sozinho.

Todos esses fatos parecem muito com o ocorrido no Brasil, com Queiroz que desapareceu, com Adélio Bispo que era louco a agiu sozinho na “fakeada” em Bolsonaro, e com a execução da deputada Marielle Franco feita pela própria polícia em seu estado paramilitar. É necessário entender o que é o fascismo e entender em qual terreno devemos combatê-lo.