Tire as mãos do nosso futebol
Contra a ida de Jair Bolsonaro ao Maracanã no próximo dia 30/01, torcedores de Palmeiras e Santos discutem mobilização nas redes sociais
Malandro é o Bolsonaro (1)
Cartaz em frente ao estádio do Palmeiras, mostrando que Bolsonaro usa o futebol em benefício próprio | Foto: Reprodução
Malandro é o Bolsonaro (1)
Cartaz em frente ao estádio do Palmeiras, mostrando que Bolsonaro usa o futebol em benefício próprio | Foto: Reprodução

Começa a tomar forma nas redes sociais um grande repúdio de torcedores, principalmente de Palmeiras e Santos contra a possibilidade da presença do presidente fascista e genocida Jair Bolsonaro na grande final da Copa Libertadores da América, no próximo dia 30 de Janeiro no Maracanã.

No último dia 28 de dezembro, antes das semi finais da libertadores, Bolsonaro confirmou que que irá ao Maracanã e que manteria a neutralidade caso os 2 times se enfrentassem. A declaração foi feita em um jogo beneficente promovido pelo ex-jogador Narciso, na Vila Belmiro, casa da agremiação santista.

Em vários grupos e perfis individuais no facebook, wattshap e outros é possível verificar o amplo repúdio dos torcedores a possibilidade da presença do verme fascista para entregar a taça de campeão das Américas a qualquer um dos dois grandes clubes do país. Vários torcedores manifestam seu desejo de se criar um amplo movimento de ambas as torcidas para impedir que Jair Messias Bolsonaro estrague a maior festa do futebol brasileiro nos últimos anos, com a presença dos grandes campeões nacionais e internacionais Palmeiras e Santos.

O repúdio de amplas torcidas, organizadas ou não por todo país contra as frequentes aparições de Bolsonaro usando o futebol ou vestindo as camisas de vários grandes e médios clubes do país, sempre foram notórias.

Talvez o principal deles diga respeito a Final do campeonato Brasileiro de 2018, quando Jair Bolsonaro trajado com a camisa do clube, entrou em campo e ergueu a taça de campeão brasileiro do Palmeiras. Tal fato, deixou uma pecha na época, de que os palmeirenses eram bolsonaristas ou fascistas, o que revoltou milhares de torcedores alviverdes.

Em que pese uma pequena parte da torcida Palmeirense apoiar o fascista, a grande maioria dentro e fora do estádio foi contra e refletindo a revolta dos torcedores, um grupo de palmeirenses ilustres assinou naquela ocasião uma carta de repúdio destinada ao presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, por conta da presença de Jair Bolsonaro na festa do deca-campeonato palmeirense daquela ocasião. O documento foi assinado por nomes como Luiz Gonzaga Belluzzo, economista e ex-presidente palmeirense, Diana Bouth, atriz e apresentadora, Luiz Villaça, cineasta, e Miguel Nicolelis, neurocientista, no qual expuseram a revolta de amplos setores palestrinos contra o fascista, “No domingo, dois políticos sequestraram nosso momento mais especial. O momento mais importante da sua gestão, Presidente, foi transformado em um palanque político (com direito a lema e número de candidato), gerando uma imensa onda de insatisfação em parte substancial de nossa torcida. A presença de políticos, estranhos à nossa história e a todos os esforços comuns de torcedores e jogadores em busca do título, provocou nos palmeirenses que assinam esta carta e em muitos outros torcedores o mais profundo incômodo”, afirmava o documento.

Na foto acima Bolsonaro posa, com camisa do Fluminense após vitória sobre o Palmeiras em 2017.

Em 13 de novembro de 2019, a Torcida Jovem, principal organizada do Santos, repudiou a presença do fascista Jair Bolsonaro na Vila Belmiro em clássico onde enfrentou o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano.

Em cada jogo, Bolsonaro, veste uma camisa diferente: América RJ, Atlético MG, Atlético PR, Bahia, Botafogo, Brasil de Pelotas, Campinense, Cascavel PR, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Esportivo RS, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Inter, Londrina,, Operário PR, Palmeiras, Paysandu, Paraná, Ponte Preta, River PI, Santos, Sport, Tubarão PR, Vasco, Remo e Sampaio Correia foram alguns dos clubes onde, contra a vontade da enorme maioria de seus torcedores, o fascista vestiu seus mantos. Essa política é nada mais e nada menos a busca por esconder a sua impopularidade. Impopularidade essa que os torcedores organizados rapidamente colocaram abaixo quando tomaram as ruas para deixar claro que a grande massa popular é contra sua política e a favor do “Fora Bolsonaro”

Em 31 de Maio de 2020, rompendo com a paralisia da esquerda, saiu às ruas em São Paulo, um amplo movimento de rua com torcedores dos principais times de futebol, encabeçados pelo Corinthians, mas também com ampla participação da torcida do Palmeiras e de outras agremiações como São Paulo, Santos, e até torcedores de Ponte Preta, Juventus e times da várzea paulistana, estiveram presentes e caminharam em passeata pela Avenida Paulista, aos gritos de “Democracia”, até chegarem ao vão livre do Masp, mostrando o amplo repúdio do povo contra o fascista do Palácio do Planalto e dando um claro aviso aos fascistas apoiadores de Bolsonaro, para saírem da Paulista e voltarem para o ralo de onde não deviam ter saído.

Torcedoras do Corinthians com adesivos Fora Bolsonaro

Seguindo o exemplo no Rio de Janeiro torcedores de Flamengo, Fluminense e Vasco, fizeram o mesmo.

No entanto, tal movimento foi enfraquecido com a direta colaboração de Guilherme Boulos e Danilo Pássaro do PSOL, interessados apenas em dividendos políticos eleitorais no mesmo ano.

A Taça que Bolsonaro quer manchar, em que pese ser resultado de um grande mercado capitalista, se chama “Libertadores da América” e foi forjada justamente para homenagear o conjunto de líderes de processos revolucionários de independência dos países da América do Sul, como foram Simón Bolívar e José de San Martín, que atuaram no processo de independência de diversos países, engajados em um ideal de libertação maior. Portanto o significado da taça em si é o oposto do que lambe botas do imperialismo Jair Bolsonaro defende.

É necessário a retomada das mobilizações das torcidas organizadas e das torcidas antifascistas em atos contra o governo Bolsonaro e os bolsonaristas e especialmente na grande final da Libertadores da América, de 30 de Janeiro é necessário fazer o repúdio extrapolar as redes sociais e ir para as ruas, com o lema “Fora Bolsonaro do Maraca!”. Exigindo que Bolsonaro, tire as suas mãos sujas de sangue da importante taça que Santos ou Palmeiras levantarão na decisão.

Bolsonaro é inimigo do povo, portanto é inimigo das torcidas de todo o Brasil. Fora Bolsonaro!

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