Radicalização
Organizadas reúnem um amplo setor do proletariado brasileiro. São verdadeiras organizações populares e de massa e assim devem ser defendidas contra a burguesia
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
naom_5ed4bca88bd96
Gaviões da Fiel reagem à repressão policial na Av. Paulista, no domingo (31/06/20) | Foto: © Getty Images

No último domingo (31), o ato na Av. Paulista expressou uma tendência geral vista em vários locais do país. Os torcedores da Gaviões acabaram com o ato bolsonarista, colocaram a Polícia e a extrema direita na defensiva e defenderam na prática a verdade elementar que a rua é do povo. Essa revelação escancarada nos jornais burgueses, que tentam criminalizar a torcida, levantam a necessidade de explicar o que são as torcidas e qual o papel cumprem na luta política contra a burguesia, sobretudo hoje.

Em primeiro lugar, a Gaviões mostrou o que o PCO tem falado e feito, de que é preciso sair as ruas para lutar contra a direita e para defender os interesses dos trabalhadores. Os torcedores da Gaviões colocaram em prática essa política, que é a mais acertada.

O fato disso ter ocorrido em vários outros locais do país, como em Curitiba, Porto Alegre, etc. mostrou o crescimento da mobilização. Ao ocupar as ruas e desbaratou a mobilização direitista, ao invés de chamar o Ministério Público, como defendeu um setor da esquerda, fica mais claro para todos as reais forças de cada classe.

É daí que vem a campanha violenta da burguesia contra as torcidas organizadas. Isso que aconteceu com a Gaviões mostra porque a burguesia é contra as organizadas. Ou seja, pelo seu nível de organização popular num contingente grande e radicalizado de trabalhadores. Há quem na esquerda pequeno burguesa ache que as pessoas das torcidas são antissociais, marginais, etc. Não é verdade. Uma boa parte destas torcidas, uma parte grande, são de esquerda. A burguesia tem medo de qualquer tipo de organização popular. A burguesia tem medo das organizações populares que ela não pode controlar, mas também das que ela controla. Afinal, se as organizações que ela não controla são um ameaça, também há a ameaça das que ela controla escaparem deste controle a qualquer momento. O ideal da burguesia é que não haja nunca grandes manifestações de massa e nem organizações populares de nenhuma natureza, a não ser as diretamente integradas ao regime.

Ou seja, a burguesia é contra as organizações populares, por isso ela é contra as torcidas. Pois as torcidas agrupam muita gente, é um fenômeno nacional e como agrupam elementos proletários e semi proletários, ela tende a adquirir um caráter esquerdista. Por isso a esquerda não só deve apoiar as torcidas organizadas, como deve fazer propaganda junto a elas, deve procurar politizá-las. Muitas torcidas se colocaram contra o golpe, tem setores antifascistas e são em si mesmas, no seu formato de atuação, um embrião de milícia operária.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas