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União do futebol brasileiro.
Torcidas de esquerda multiplicam-se: sintoma da polarização política
Nos últimos anos a polarização politica do país as torcidas organizadas vêem tomando espaço nos estádios contra o fascismo.
União do futebol brasileiro.
Torcidas de esquerda multiplicam-se: sintoma da polarização política
Nos últimos anos a polarização politica do país as torcidas organizadas vêem tomando espaço nos estádios contra o fascismo.
Democracia Corinthiana tem se destacado na luta contra a direita
Democracia Corinthiana tem se destacado na luta contra a direita

Segundo levantamento feito por diversos sites de jornalismo, as torcidas de esquerda tem crescido em todo país. Em uma reportagem do El País, as torcidas antifascistas tem se multiplicado nas arquibancadas brasileiras com o objetivo de barrar o fascismo dentro e fora dos estádios.

De acordo com o Brasil de Fato, para enfrentar a dura realidade que perpassa a política nacional, as torcidas antifascistas e coletivos de torcedores criaram uma Frente Nacional pelo Futebol Popular, durante o 1° Encontro Nacional Pelo Direito de Torcer reivindicaram a democratização do esporte e a volta às raízes populares, o encontro foi realizado em Porto Alegre, em novembro de 2019.

O 1° Encontro Nacional Pelo Direito de Torcer contou com representantes de torcidas, coletivos e frentes antifascista dos clubes do Botafogo-PB, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Internacional, Palmeiras, Santa Cruz, Vasco e Vitoria. Na frente Nacional participaram, torcedores e torcedoras do CSA, ABC, Botafogo-SP, Botafogo-RJ, Bahia, Sport, Náutico, Cruzeiro, Ceará e Comercial-SP.

Torcida corinthiana, apoiando a passeata pela liberdade de Lula na Av. Paulista

A Democracia Corinthiana ganhou espaço e cresceu em tempos de ditadura, na mesma década na Inglaterra o hooliganismo com parte do sindicato trabalhista contestavam as medidas autoritárias adotadas pela governante Margaret Thatcher.

A reportagem do El País afirma que há no Brasil cerca de 60 torcidas de futebol antifascista representando clubes de todas as regiões. São coletivos que usam seus clubes de futebol como pano de fundo para trazer discussões políticas. Fora dos estádios os torcedores participam de movimentos negros, de mulheres e pelos direitos dos trabalhadores.

A torcida Palmeirense Antifascista surgiu em 2014, quando os idealizadores “começaram a sentir mais a presença de fascistas nas arquibancadas”. No Rio de Janeiro o Fluminense Antifascista e Esquerda Vascaína são duas referências entre as torcidas de futebol de esquerda.

Em Porto Alegre, os colorados da Inter antifascista foram para cima da diretoria do seu time com manifestações por um ingresso mais barato, e foram bem sucedidos. As torcidas do Corinthians e Palmeiras Antifa se preocupa com a militância fora dos jogos e faz atividades e campeonatos em varias regiões da São Paulo.

Dentro dos estádios levam faixas e cartazes homenageando diversas representantes populares, jogadores negros, contra a privatização dos estádios e pautas que evidenciam combate ao machismo, racismo e mercantilização do futebol.

O que se percebe é que esse crescimento das torcidas de esquerda nos campos de futebol, ao trazer um viés politico e organizado representa um perigo para os inimigos da democracia. Não é à toa que os governos direitistas e fascistas brasileiros tomaram medidas contra o esporte mais popular do mundo.

Como visto na comemoração do titulo da libertadores de 2019 conquistado pelo Flamengo, o governador fascista Witzel do Rio de Janeiro atacou os torcedores com bombas de gás. Em outros jogos já se percebe também a repressão e a censura, faixas e cartazes estão sendo proibidos, inclusive um torcedor foi detido pela PM na Arena Corinthians por expressar sua opinião politica gritando palavras contra o presidente fraudulento, Bolsonaro.

Existem várias torcidas organizadas proibidas de participar dos jogos de seus times por medidas judiciais atualmente, os valores dos ingressos ultrapassam o que um trabalhador pode pagar, esses tipos de restrição contribui para e elitização do futebol nacional, medidas como a aprovação do projeto que torna o clube uma empresa dificulta o acesso da população aos estádios e participar do andamento do seu clube do coração, contribuindo assim para a deterioração das sedes e jogadores.

Portanto, as torcidas dos clubes, sejam elas organizadas ou não, devem se movimentar e manifestar todo seu repúdio ao governo golpista, lutando pelo fora Bolsonaro, este que além de não gostar de futebol quer priva-lo da população brasileira.