Resistência Coral
Os acontecimentos revelam a luta que acontece pelas arquibancadas
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torcida Ultra Coral Ceará
Faixa da Torcida Ultras Resistência Coral retirada pela PM no Ceará | Reprodução: facebook

Em mais uma demonstração do avanço da censura e de uma ditadura no Brasil, a torcida do Ultras Resistência Coral teve suas faixas censuradas em estádio no Ceará.

A torcida que é ligada ao Ferroviário Atlético Clube, teve sua faixa retirada pela Polícia Militar do Estado do Ceará simplesmente por conter os dizeres “ Orgulho da Classe Operária”.

Já são vários os ataques às torcidas nos últimos anos. A direita fascista e reacionária, impopular é altamente rejeitada pela classe trabalhadora, e ataca cada vez mais os direitos democráticos do povo. O que se vê pelo país é uma grande ditadura policial, que tem o intuito de sufocar a rebelião popular crescente entre as classes populares país afora.

O futebol, sendo uma das máximas expressões da cultura popular do brasileiro, traz naturalmente um debate entre as tendências políticas existentes, debate este que tem um reflexo imediato sobre o esporte.

Nem mesmo a proibição das torcidas nos estádios inibiu a perseguição às faixas. A CBF, por exemplo, havia censurado em setembro a torcida “Resistência Alvinegra”, do Atlético Mineiro, por exibir bandeira com a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em março de 2018. A proibição se estende também à proibição do uso da palavra “Antifa”.

Ano passado, numa partida do Fortaleza ano, o juiz interrompeu a partida e ordenou a retirada da faixa na torcida cuja mensagem era: ” Parem! VAR Já Chega!” Também em 2019, a torcida organizada Botafogo Antifascista estendeu simplesmente uma faixa com seu nome. Foi o suficiente para que a torcida fosse abordada por policiais militares e coagidos a dobrarem sua faixa, sob intimação de apreensão do material.

Enquanto isso faixas com alusão ao nazismo entram tranquilamente nos jogos.

Os acontecimentos revelam a luta que acontece pelas arquibancadas. A Polícia Militar ataca as torcidas nas ruas e nos estádios – mesmo vazios – enquanto a imprensa burguesa impulsiona a elitização do futebol, ao promoverem falácias do tipo “promoção da paz nos estádios”, e “combate à homofobia”. Ambas são entidades reacionárias e precisam ser combatidas.

É preciso se organizar contra todo e qualquer tipo de censura contra as torcidas organizadas, que são organizações populares, sob a pena de se endossar o fascismo, que tem como uma das características fundamentais, o ataque às organizações populares, partido político e movimentos sociais ligados à classe trabalhadora.

Este grande ditadura instaurada contra as massas populares e seus direitos democráticos mais básicos, só poderá ser parada com uma grande mobilização popular que reúna o conjunto das organizações populares, como o MST, os sindicatos, a CUT, o movimento estudantil e os partidos de esquerda.

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