Fim do clube-empresa!
As promessas de melhores resultados com gestão empresarial do clube foi pretexto para encher o bolso dos capitalistas
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Faixa demonstra indignação dos torcedores com futebol empresa | Reprodução

Os torcedores do Pantera da Mogiana, como é conhecido o Botafogo de Ribeirão Preto, estão revoltados com a direção empresarial da equipe. O tricolor paulista do interior ocupa a vice lanterna (penúltimo lugar) da série B do Campeonato Brasileiro e corre o risco de ser rebaixado. Os resultados não agradam a torcida que protesta contra o “conselheiro” Adalberto Baptista. 

O clube fundado em 1918 por operários da Vila Tibério foi transformado em clube-empresa em 2018. Depois do clube Botafogo Futebol Clube ser avaliado em valor bastante subestimado de 20 milhões de reais, a empresa Trexx Holding de Baptista fez aporte de 8 milhões de reais e se tornou sócia proprietária de 40% do clube que passou a se chamar Botafogo S/A. 

O pretexto para transformar o clube em empresa, assim como todas as equipes que estão passando por esse processo, são as dívidas que impedem investimentos e que impossibilitam ascensão para as divisões da elite do futebol. A proposta inicial seria tornar o clube uma empresa de capital fechado para posteriormente abrir o capital na bolsa de valores. 

Evidentemente, essa operação no futebol brasileiro tem objetivo de encher ainda mais os bolsos dos capitalistas, os mesmos que provocaram a falência generalizada no futebol brasileiro. Esse processo nada tem a ver com salvar os clubes e o futebol, mas, sim, expropriar os torcedores que deveriam estar diante das decisões de suas equipes. 

As promessas da administração do Botafogo não se concretizaram e os torcedores demonstram toda sua indignação com protestos pela cidade do Ribeirão Preto, o mais emblemático foi uma faixa no viaduto Jandyra de Camargo Moquenco, que liga duas grandes avenidas, com os dizeres “Adalberto Bati$ta = Câncer do Botafogo”. 

É preciso que, não somente, os torcedores do Botafogo de Ribeirão Preto, mas todas as torcidas, tanto as que tiveram seus clubes transformados em empresas quanto as demais torcidas, se organizem contra os parasitas do futebol pelo controle integral do futebol. O futebol não pode estar a serviço dos interesses dos grandes capitalistas. 

Os torcedores precisam organizar uma grande campanha pelo fim do futebol empresarial e também contra todas as medidas que dificultam o acesso aos jogos de futebol seja ingressos absurdamente caros, direitos exclusivos de transmissão de jogos por TV e internet que inclui também planos. O futebol, a arte e a cultura não podem ser mercadorias, devem ser direito de toda população. 

O futebol pertence ao povo. É preciso um programa de luta para os torcedores que garanta o controle do futebol.

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